Chris Pine vira a nova encarnação do agente Jack Ryan em "Operação Sombra"

Por Mariane Morisawa , especial para o iG, de Los Angeles | - Atualizada às

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"Passei alguns momentos com veteranos de guerra", disse ao iG o ator que interpreta o personagem principal

Jack Ryan já teve algumas encarnações no cinema. Na pele de Alec Baldwyn, apareceu em “Caçada ao Outubro Vermelho” (1990). Depois, Harrison Ford interpretou o personagem criado por Tom Clancy em “Jogos Patrióticos” (1992) e “Perigo Real e Imediato” (1994). Oito anos mais tarde, foi a vez de Ben Affleck em “A Soma de Todos os Medos”.

Chegou a hora de Chris Pine, o Capitão Kirk dos últimos dois “Star Trek”, vivê-lo em “Operação Sombra: Jack Ryan”, dirigido por Kenneth Branagh (de “Thor”).

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Cena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Operação Sombra: Jack Ryan'. Foto: Divulgação

“Eu era muito mais fã de Jack Ryan do que do Capitão Kirk”, confessou Pine em entrevista ao iG em Los Angeles. Tinha assistido a todos e gostava do herói relutante, jogado pelas circunstâncias em situações perigosas.

Em “Operação Sombra”, ele é um veterano que ficou bastante ferido depois de ter seu helicóptero atingido durante uma missão no Oriente Médio. Brilhante com números, é recrutado pela CIA para se infiltrar no mercado financeiro e pesquisar operações suspeitas de ligações com o terrorismo. Esconde sua real carreira até da namorada, a médica Cathy (Keira Knightley).

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Cena de 'Operação Sombra': Jack Ryan'

Vai à Rússia para investigar o magnata Viktor Cherevin (interpretado pelo diretor Kenneth Branagh), acaba topando com um megaesquema para derrubar os Estados Unidos e se mete numa confusão para a qual não está preparado – é um agente de escritório, não de ação.

Quando mata um homem que tenta assassiná-lo, é no susto. Por isso, o próprio ator não precisou fazer quase nenhum treinamento. “Posso ser um ator muito preguiçoso”, admitiu. “Passei alguns momentos com veteranos de guerra, porque para mim o importante para Jack era a guerra, era ter visto seus amigos morrerem. Gostaria que fosse uma parte maior do filme, mas não é como os estúdios funcionam”, completou, sem vontade de fazer média.

Branagh também não queria nada muito planejado. “Há algumas cenas em que isso ajuda, os personagens estão desconfortáveis, então, sem ensaios, os atores também ficavam”, explicou o diretor. “E sempre marcava de fazer os closes bem cedo, que era para os atores estarem alertas logo de manhã.”

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Keira Knightley em 'Operação Sombra': Jack Ryan'

Dirigir a si mesmo não é das coisas mais fáceis e durante muito tempo Branagh resistiu à ideia, apesar da insistência dos produtores para que ele interpretasse Viktor Cherevin. “Gostava desse homem seguro, calmo, violento, perigoso. Depois de um tempo eu concordei que sabia muito bem como aquele personagem deveria ser. E tentei me proteger, dando-me tempo para ensaiar e também para me filmar.”

Segundo o cineasta, o novo Jack Ryan é uma espécie de síntese dos anteriores. “Realmente gostamos do espírito do Jack Ryan de Harrison Ford, do cara pego de surpresa ao ser colocado em situações de ação para as quais não está preparado, da esperteza de Alec Baldwin e da sensibilidade de Ben Affleck. Nós nos sentimos inspirados pelos outros Jack Ryan, não intimidados.”

Para quem se surpreende com a carreira recente como cineasta de filmes de ação do diretor que ficou famoso com versões de peças de Shakespeare como “Henrique 5º” (1989), “Muito Barulho por Nada” (1993) e “Hamlet” (1996), ele vai logo brincando: “Você deveria ir ao cinema comigo. Eu vou ao multiplex, como pipoca. Não vejo só filmes franceses com legenda ou mostras do Akira Kurosawa. Quero fazer filmes que eu quero assistir”.


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