'Eu libertei meu pai', diz filho de cineasta Eduardo Coutinho após o crime

Por Ana Flávia Oliveira iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo Rivaldo Barbosa, responsável pela investigação Daniel Coutinho dizia “frases desconexas e desordenadas"

A Polícia Civil do Rio de Janeiro diz não ter dúvida de que Daniel Coutinho, 41 anos, matou o pai, o cineasta Eduardo Coutinho, 80 anos, tentou assassinar a mãe, Maria das Dores Oliveira Coutinho, de 61 anos, e depois tentou o suicídio. 

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Eduardo Coutinho autografa livro sobre ele no Cinesesc (25/10). Foto: Divulgação'Teodorico, o Imperador do Sertão', de Eduardo Coutinho (1978). Foto: DivulgaçãoEduardo Coutinho nas gravações do documentário "Cabra Marcado para Morrer". Foto: DivulgaçãoMoscou. Foto: DivulgaçãoEduardo Coutinho. Foto: George MagaraiaEduardo Coutinho. Foto: Mario Miranda/Agência FotoEduardo Coutinho é tema de retrospectiva na Mostra de Cinema de SP. Foto: DivulgaçãoEduardo Coutinho na Flip 2013. Foto: Walter Craveiro/Divulgação

O cineasta foi morto a facadas na manhã deste domingo (2) dentro do apartamento onde morava com a mulher e o filho, que supostamente tem problemas mentais. Maria das Dores levou várias facadas e uma delas atingiu o fígado. Ela passou por cirurgia no Hospital Municipal Miguel Couto e seu estado é considerado grave. Daniel também passou por cirurgia e seu estado é estável. Apesar de continuar internado, ele está preso, sob escolta de polícia.

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Segundo o titular da Divisão de Homicídio, Rivaldo Barbosa, após, cometer o crime, Daniel, saiu do apartamento e bateu na porta de vizinhos dizendo “frases desconexas, desordenadas e sem concatenar as ideias”.

“O que aconteceu foi a máxima expressão da palavra tragédia. Parece que foi um surto psicótico. Após cometer o crime, ele [Daniel] disse para os vizinhos ‘eu libertei meu pai e minha mãe. Tentei me libertar, me furei duas vezes, mas nada aconteceu’”, afirmou o delegado.

Barbosa disse que Daniel matou o pai primeiro e depois atacou a mãe, que, mesmo ferida, conseguiu se desvencilhar e se esconder no banheiro, de onde ligou para um irmão e relatou o que estava acontecendo.

Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, que foi acionado pelos vizinhos.

Ainda de acordo com o delegado, Daniel abriu a porta para que o resgate pudesse ser feito e em nenhum momento ofereceu resistência.

Daniel será acompanhado por um psicólogo da Polícia Civil, segundo Barbosa.

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