Famoso pelo clássico de David Lean e oito vezes indicado ao Oscar, britânico tinha 81 anos

O celebrado ator britânico Peter O'Toole, conhecido principalmente pelo clássico "Lawrence da Arábia", morreu neste sábado (14), aos 81 anos, em um hospital em Londres.

A notícia foi divulgada neste domingo (15) pelo agente do ator, Steve Kenis. Ele não informou a causa da morte, mas disse que O'Toole lutava há bastante tempo contra problemas de saúde. 

Em comunicado, a filha do ator, Kate, disse que família estava "impressionada com as demonstraçòes de amor e afeto neste momento infeliz". "No momento certo, haverá uma cerimônia com música e alegria, como ele gostaria que fosse."

Depois de uma breve carreira no jornalismo e do serviço militar na Marinha, O'Toole conseguiu uma bolsa para a Academia Real de Arte Dramática. Rapidamente alcan'cou o sucesso nos palcos britânicos, sendo aclamado por uma montagem de "Hamlet" em 1955. 

A primeira indicação ao Oscar foi em 1962, por "Lawrence da Arábia", dirigido por David Lean. Ele seria lembrado pela Academia mais sete vezes, por "Becket, o Favorito do Rei" (1964); "O Leão no Inverno" (1968); "Adeus, Mr. Chips" (1969); "A Classe Governante" (1972); "O Substituto"(1980); "Um Cara Muito Baratinado" (1982); e "Vênus" (2006).

Peter O'Toole em entrevista nos anos 1980
AP
Peter O'Toole em entrevista nos anos 1980

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Recordista de indicações sem nenhuma vitória, O'Toole recebeu um Oscar honorário, pelo conjunto da obra, em 2003. No discurso, brincou com seu recorde: "Sempre sou a madrinha, nunca a noiva." 

Durante a juventude, O'Toole era famoso pelo jeito rebelde e por noitadas. Por problemas de saúde, parou de beber em 1975. O cigarro, porém, nunca abandonou.

Um mês antes de completar 80 anos, em 2012, anunciou a aposentadoria, se dizendo grato a uma carreira que "o aproximou de boas pessoas e companhias, com quem dividi o inevitável pacote de todo ator: fracassos e sucessos".

"Apesar disso, acredito que devemos decidir por nós mesmos quando é o momento de encerrar a estadia", escreveu, na época. "Então dou à profissão um adeus com lágrimas contidas e profunda gratidão".

Veja uma cena de "Lawrence da Arábia" (em inglês):


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