Novo "Carrie" mostra jovem que enfrenta humilhações com poderes sobrenaturais

Por Fernando Antonialli , iG São Paulo |

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Refilmagem do original dirigido por Brian De Palma e inspirado em livro de Stephen King, filme tem Julianne Moore e Chloë Moretz no elenco

Lançado em 1976, “Carrie - A Estranha” apresentou ao público uma combinação de fatores que transformaram a produção em um clássico do terror. A direção de Brian De Palma, a atuação da então desconhecida Sissy Spacek e o fato de ser o primeiro livro de Stephen King a receber uma adaptação cinematográfica fizeram com que o banho de sangue de porco de Carrie fosse assimilado à cultura pop quase que instantaneamente.

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Cena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Carrie - A Estranha'. Foto: Divulgação

Como geralmente acontecem com os filmes de sucesso, outras produções tentaram seguir o caminho desbravado por De Palma. Desde a sua primeira aparição, Carrie já cantou em musicais, se apresentou em teatros e moveu objetos com a mente em filmes e programas para TV. Agora, ela volta para o cinema com a regravação “Carrie - A Estranha”, que estreia nesta sexta (6).

Carrie (Chloë Moretz) é uma tímida e retraída estudante do colegial. Atormentada pelos colegas de escola, a garota não encontra alívio ao lado da mãe (Julianne Moore), uma religiosa fanática que impõe a filha práticas religiosas severas. A jovem, que na superfície não aparenta ser nada especial, descobre, depois de uma traumática “brincadeira”, que tem poderes paranormais: ela pode mover objetos com a mente.

Divulgação
Julianne Moore em cena de 'Carrie - A Estranha'

A pressão que Carrie sofre na escola e em casa, ruins em igual medida, levam a garota ao limite. No baile de formatura, uma humilhação é o último empurrão que ela precisa para transformar a festa no palco de sua vingança, realizada por meio de poderes sobrenaturais.

A atualização dos acontecimentos escritos por Stephen King em 1974 para os dias atuais são os momentos mais interessantes do filme. Na geração dos smartphones, a humilhação de Carrie não fica mais limitada às paredes da escola, mas é gravada e circulada na internet. O longa se mantém fiel ao livro ao mesmo tempo que sabe onde alterá-lo.

Porém, na inevitável comparação entre a refilmagem e o original, o lançamento tem poucas novidades a oferecer. O acréscimo de algumas cenas não é o suficiente para distanciar a nova produção da antiga, assim como as atuações, que são boas quando analisadas separadamente, não se equiparam às de 1976.

Como Carrie, Sissy Spacek conseguiu uma maior visibilidade para sua carreira (que até então se limitava a algumas filmes e séries) com uma atuação impressionante. A ligação entre atriz e personagem foi o maior obstáculo a ser superado por Moretz, que, mesmo realizando um bom trabalho, não consegue fazer sombra à antecessora.

O novo “Carrie - A Estranha” funciona como um filme para o público mais jovem, que não teve contato com o longa de Brian De Palma. Sua fidelidade ao livro de King o classifica como uma boa adaptação, mas a falta de novidades em relação ao original colocam em dúvida a própria necessidade desta refilmagem.

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