“Thor: O Mundo Sombrio” arrecadou 31% a mais do que o antecessor no final de semana de estreia nos EUA; já “Homem de Ferro 3” mantém a quinta colocação entre os filmes de maior bilheteria mundial

A aventura  “Thor: O Mundo Sombrio” , que estreou neste final de semana no Brasil, é responsável por números impressionantes de bilheteria. Neste final de semana, o primeiro em cartaz nos Estados Unidos, arrecadou quase R$ 200 milhões – 31% a mais do que o antecessor, lançado em 2011. Mundialmente, o filme já atingiu a marca de R$ 756 milhões.

A notável diferença de arrecadação entre filmes da mesma franquia da Marvel não foi um feito exclusivo do deus do trovão. “Homem de Ferro 3” superou a bilheteria mundial de seu antecessor de 2010 em 95%, mantendo atualmente a quinta colocação entres os filmes de maior rendimento global de todos os tempos (segundo o site The Box Office Mojo ).

Um dos principais fatores apontados para o aumento de arrecadação entre os novos filmes e seus antecessores é o lançamento, entre as produções, do blockbuster “Os Vingadores” . O longa, que une em uma mesma história grandes heróis da Marvel – como Thor e Homem de Ferro –, alcançou o terceiro lugar entre os filmes de maior rendimento mundial de todos os tempos.

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Tanto “Thor: O Mundo Sombrio” como “Homem de Ferro 3” apresentam reflexos dos acontecimentos de “Os Vingadores”. Um dos grandes feitos do blockbuster foi unir os enredos de quatro franquias diferentes (com “ Capitão América” e “O Incrível Hulk”), criando um fio condutor entre elas, atraindo o publico para não apenas um, mas todos os lançamentos.

As cenas depois dos créditos já se tornaram uma constante nos filmes Marvel. Personagens em aparições especiais, e até os pequenos papéis interpretados por Stan Lee – um das grandes mentes por trás da criação dos heróis –, chamam a atenção do público.

Cena de 'Homem de Ferro 3'
Divulgação
Cena de 'Homem de Ferro 3'

Uma prova da eficiência das histórias cruzadas é o caminho trilhado pelo agente Coulson (Clark Gregg). Visto pela primeira vez em “Homem de Ferro” (2008) e depois em “Thor”, o personagem “morreu” em “Os Vingadores” - para reaparecer em “Agents of S.H.I.E.L.D” , série de TV inspirada na agência secreta que auxilia os heróis.

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Outro fator evidenciado por “Thor: O Mundo Sombrio” foi a abrangência cada vez maior de público. Anteriormente composto principalmente por “fanboys” (termo em inglês para aficionados em quadrinhos), a audiência agora se expande para família e casais.

A porcentagem de casais que assistiram a “Thor 2” no final de semana de estreia nos EUA chegou a 62%, enquanto o percentual de família foi de 21%. O publico feminino também não decepcionou: ficou em 38%. Essa expansão, em parte, também se deve à aquisição da Marvel pela Disney.

A companhia, mais familiar, consegue encontrar o meio termo entre o material original e um roteiro que alcance todas as faixas etárias. A violência aparece em proporções certas, para evitar que o filme seja reduzido a um público mais velho, enquanto o roteiro consegue agradar não apenas os fãs dos quadrinhos, mas o publico em geral. 

O sucesso de bilheteria dos lançamentos pós-“Vingadores” é esperado também para “Capitão América 2: O Soldado Invernal”, marcado para 2014. Se a fórmula do encontro de histórias - Viúva Negra (Scarlett Johansson) já está confirmada no elenco – continuar atraindo público, o aumento de arrecadação é quase certo.

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