Documentário revela processo de criação do artista Cildo Meireles

Por Reuters |

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Diretora Marcela Lordy segue o personagem e seus colaboradores no trabalho de garimpagem e gravação de diversos sons da natureza

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"Ouvir o Rio: Uma Escultura Sonora de Cildo Meireles" é um documentário que permite compartilhar a delicada intimidade do processo de pesquisa e criação do prestigiado artista plástico carioca - que usa sempre diversos sons em suas elogiadas instalações.

O filme entra em cartaz, gratuitamente, no circuito Espaço Itaú de cinema, nas cidades de São Paulo, Rio, Brasília, Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro e fica em exibição até 5 de dezembro.

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Divulgação
Cena de 'Ouvir o Rio: Uma Escultura Sonora de Cildo Meireles'

Registrando visualmente essa expedição em busca de sonoridades, a diretora estreante Marcela Lordy segue o artista e seus colaboradores no trabalho de garimpagem e gravação de diversos sons da natureza.

Em diversos locais do Brasil, eles captam ruídos diversos, como o das águas de todas as bacias hidrográficas do país, filtrando a interferência de vozes humanas e colhendo uma escala que vai de um rumor quase inaudível, da represa de Itaipu, até um bem alto, na pororoca do rio Araguari.

Acompanhando esse ciclo da água, Cildo conceitualiza os diferentes usos da água, como ela brota e corre de um lado para o outro, num grande sistema circulatório que une homens, culturas e até países diferentes.

Uma outra pesquisa curiosa é a das risadas - sobre a qual se observa que cada uma é única, típica de cada ser humano. Também elas farão parte das texturas sonoras de um projeto do artista, intitulado "rio oir", que nasceu depois de um trabalho de edição desses sons num estúdio.

Cildo, que registra suas ideias em cadernos de projetos, resgatou este trabalho de uma inspiração original de 1976.

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