Morte do diretor Federico Fellini completa 20 anos; vote em seu filme favorito

Por iG São Paulo |

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Italiano marcou a história do cinema com longas como "A Doce Vida" e "Oito e Meio"

A morte de Federico Fellini, consagrado como um dos maiores diretores do cinema mundial, completa 20 anos nesta quinta-feira (31). O italiano, responsável por criar mundos que misturam a poesia à crítica social, influenciou gerações de cineastas.

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo faz uma homenagem ao diretor com três exibições de "Que Estranho Chamar-se Federico - Scola Conta Fellini", novo filme do também italiano Ettore Scola (todas as sessões às 21h, no Cinesesc, Cine Livraria Cultura e Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca).

O cineasta italiano Federico Fellini. Foto: DivulgaçãoFederico Fellini durante as filmagens de 'Oito e Meio'. Foto: Tazio SecchiaroliFederico Fellini ensaia com Marcello Mastroianni. Foto: PierluigiFederico Fellini e Eddra Gale. Foto: Tazio SecchiaroliFederico Fellini e seu roteirista, Tullio Pinelli, cerca de 1955. Foto: DivulgaçãoFederico Fellini. Foto: DivulgaçãoCena do filme "Amarcord". Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Oito e Meio'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Noites de Cabíria'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'A Estrada da Vida'. Foto: Divulgação

Fellini frequentemente levava aos cinemas algumas de suas histórias pessoais. Mesmo que não sejam extamente biográficos, longas como "Amarcord" (1973) e "Os Boas-Vidas" (1953) contém semelhanças com a infância do diretor. 

Ele nasceu na pequena cidade de Rimini em 20 de janeiro de 1920, e se arriscou nas carreiras de desenhista, jornalista e roteirista antes de se dedicar à direção.

Seu encontro com o cineasta Roberto Rossellini foi crucial para sua entrada no movimento neorrealista. Fellini foi auxiliar de direção em uma das obras-primas do cinema italiano, "Roma, Cidade Aberta" (1945), e depois em "Paisà" (1946).

Tazio Secchiaroli
Federico Fellini durante as filmagens de "Oito e meio", 1963

Só assumiu a cadeira de diretor em 1950, quando dirigiu "Mulheres e Luzes".

O reconhecimento por seu trabalho veio cedo: com seu terceiro filme, "Os Boas-Vidas", ambientado em sua cidade natal, venceu o Leão de Prata do Festival de Veneza.

Em 1954, conseguiria o prestígio internacional com "A Estrada da Vida", que recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1956.

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Com "A Doce Vida" (1960), abandonou o neorrealismo para entrar de cabeça no simbolismo. O filme também marcou o início da parceria entre Fellini e o ator Marcello Mastroianni, que se repetiu em "Oito e Meio" e "Ginger e Fred" (1986), entre outros.

O diretor italiano foi agraciado em 1987 com o Prêmio do 40º Aniversário do Festival de Cinema de Cannes por seu filme "Entrevista", no qual revê sua vida cinematográfica. Seu último trabalho por trás das câmeras foi "A Voz da Lua" (1990), entrelado por  Roberto Benigni.

Fellini morreu em 31 de outubro de 1993. Seu corpo foi velado no estúdio 5 da Cinecittà, onde rodou "A Doce Vida" e no qual preparava seu trabalho "Anotações de um Diretor: o Ator".

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