De volta ao cinema, Jayme Monjardim diz: "Não vou desmamar da televisão"

Por Luísa Pécora , iG São Paulo |

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Diretor realiza "sonho" de levar "O Tempo e o Vento" às telonas; veja entrevista em vídeo ao iG

"O Tempo e o Vento", que estreou nesta sexta-feira (27), marca a volta do diretor Jayme Monjardim ao cinema após quase dez anos do lançamento de seu primeiro filme, "Olga" (2004). Ele estima que um eventual terceiro também demore a chegar às salas, em parte por causa de seu "estilo".

"É muito difícil fazer cinema no Brasil", afirmou o cineasta, em entrevista ao iG. "E minha natureza é de querer contar histórias grandes, que mexam com um universo grandioso, meio épico. É meu jeito."

Veja a entrevista com Jayme Monjardim: 

No cinema e nas produções que dirige para a TV Globo, o "jeito" de Monjardim se traduz em histórias épicas, amores impossíveis, forte presença de música incidental e atenção especial a figurinos, cenários e fotografia.

Ele considera injusta a acusação de que leva a estética televisiva ao cinema, ao mesmo tempo em que valoriza o trabalho que faz na Globo. "Não vou desmamar da televisão porque amo fazer televisão", afirmou. "É onde pratico, ganho meu dinheiro, onde consigo fazer obras lindas, emocionantes. É o meu chão mesmo."

Segundo Monjardim, a maioria dos diretores brasileiros quer fazer TV. "Quem hoje consegue filmar todo ano? É muito difícil", afirmou.

"O Brasil ama épicos"

"O Tempo e o Vento" é a realização de um sonho de Monjardim e uma superprodução brasileira de números impressionantes: orçamento de cerca de R$ 13 milhões, 130 atores, mais de 2 mil figurantes, uma cidade cenográfica de 10 mil metros quadrados erguida por 200 trabalhadores, 66 dias de filmagem e um roteiro com 27 versões diferentes.

Imagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'O Tempo e o Vento'. Foto: Divulgação

Aos 57 anos, ele se vê mais maduro como diretor do que na época de "Olga", um sucesso de bilheteria que foi detonado pela crítica.

"A idade ensina bastante e te amadurece também como profissional", afirmou. "Você passa a ter um critério diferente. Na hora de idealizar uma cena, ou escrever, adaptar, você faz com mais maturidade. É diferente das loucuras que eu fazia com 30 anos, depois com 40...muda muito."

Em um momento em que a comédia é o grande sucesso comercial do cinema brasileiro, Monjardim aposta que um épico centrado em uma história de amor como "O Tempo e o Vento" tem tudo para ir bem nas bilheterias.

"Encontrou-se uma fórmula na comédia, que é um gênero mais barato e tem público garantido. Acho que produtor ficou com medo de arriscar numa obra grande, mas a gente tem que arriscar", afirmou.

"Tenho certeza que o público ama (os épicos)", garantiu. "O Brasil adora."

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