Denzel Washington e Mark Whalberg combatem tráfico de drogas em "Dose Dupla"

Por Reuters |

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Com piadas e cenas de ação, longa fala sobre lealdade entre agentes dos EUA na luta contra o crime

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"Dose Dupla" é um filme sobre lealdade. Até aí, nenhuma novidade, pois não há nada mais clichê em filmes policiais, sejam de ação - como é o caso deste - ou de suspense, do que a revelação de que um aliado do protagonista era, na verdade, seu inimigo. Mas quando se consegue utilizar bem um recurso tão batido quanto esse, o resultado da produção é, de algum modo, satisfatório.

Imagem do filme 'Dose Dupla'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Dose Dupla'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Dose Dupla'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Dose Dupla'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Dose Dupla'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Dose Dupla'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Dose Dupla'. Foto: Divulgação

À primeira vista, o islandês Baltasar Kormákur consegue isso em seu quarto longa hollywoodiano, baseado nas graphic novels de Steven Grant. Ele proporciona um bom entretenimento para o público com a história do agente da Divisão de Entorpecentes, Bobby (Denzel Washington), e o oficial da Inteligência da Marinha, Stig (Mark Wahlberg), que, disfarçados, roubam um banco utilizado pelo tráfico de drogas.

Ao descobrirem a identidade um do outro e se verem abandonados à própria sorte, ambos têm de se juntar novamente para tentar sair da mira dos bandidos.

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Apesar de abusar da inverossimilhança em algumas sequências, o diretor faz um filme de ação que prende o espectador. Além da qualidade do som e de alguns planos interessantes, a chave está no roteiro repleto de piadas.

Outro aspecto positivo é a presença dos atores Denzel Washington e Mark Wahlberg. Os astros sustentam tanto o vigor físico exigido nas cenas de combate quanto o lado cômico nas piadas do texto, seja pelo talento ou pelo carisma.

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Imagem do filme 'Dose Dupla'

Contudo, "Dose Dupla" não fala apenas sobre a fidelidade nas relações sociais de amizade e parentesco, a exemplo do longa anterior de Baltasar, "Contrabando" (2012). Em seu trabalho mais recente, Kormákur vai mais a fundo e questiona a lealdade nas relações institucionais e internacionais.

Em relação ao primeiro ponto - o qual não se pode detalhar muito para evitar spoilers -, algumas perguntas são feitas implicitamente no decorrer do filme. As instituições governamentais são leais ao seu povo? A corrupção não quebra a confiança estabelecida entre governo e população?

O outro caso é retratado com a relação entre Estados Unidos e México. Em uma associação injusta, o primeiro facilita, por baixo dos panos, a entrada de drogas do cartel do México, ao mesmo tempo em que combate ferozmente a entrada ilegal de imigrantes mexicanos que, sem perspectiva de uma vida melhor em seu próprio país, buscam o sonho americano no vizinho rico - que, por sinal, ignora as mazelas que estão tão próximas dele.

Pela pitada de crítica colocada em uma fórmula de puro entretenimento, vale a pena conferir "Dose Dupla". Basta saber se o filme será leal às expectativas do público.

Veja o trailer de "Dose Dupla":


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