"The Unknown Known" foi acusado de fazer retrato suave de Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa dos EUA

Reuters

O cineasta norte-americano Errol Morris defendeu na quarta-feira seu documentário "The Unknown Known" ("o conhecido desconhecido"), apontado por críticos como sendo um perfil brando demais do ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld.

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O diretor Errol Morris na exibição de 'The Unknown Known' em Veneza
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O diretor Errol Morris na exibição de 'The Unknown Known' em Veneza

O polêmico político aparece sorrindo de forma quase obsessiva ao longo do filme, exibido no Festival de Cinema de Veneza . Pródigo produtor de memorandos, ele também é visto refletindo sobre o significado de palavras justapostas, incluindo sua fala sobre a existência de "conhecidos conhecidos" e "desconhecidos desconhecidos".

O filme foi recebido com restrições na sessão para a imprensa. Alguns espectadores disseram que Morris não levou Rumsfeld a encarar as consequências dos colossais erros de avaliação que levaram à guerra do Iraque, sob supervisão dele.

O ex-secreário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld
Reuters
O ex-secreário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld

"A questão é em parte se eu fui suficientemente duro com ele", disse Morris na entrevista coletiva. "Acredito que sim, que fui, por muitíssimas razões. Olho para (o filme) como um retrato devastador, um retrato assustador. Se eu o contradigo? Com frequência."

"Mas o objetivo não é contradizê-lo infinitamente. Prefiro - espero que não esteja entregando demais aqui - prefiro quando ele se contradiz, o que ele faz infinitamente", afirmou o cineasta, autor do premiado documentário "Sob a Névoa da Guerra", sobre outro ex-secretário de Defesa, Robert McNamara.

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