Com Luiz Fernando Guimarães, "Se Puder...Dirija!" leva 3D à comédia nacional

Por Luísa Pécora , iG São Paulo |

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Primeiro filme brasileiro com atores em terceira dimensão mostra pai que tenta se reaproximar do filho

"Se Puder...Dirija!" chega aos cinemas nesta sexta-feira (30) com o título de primeiro filme brasileiro em 3D com atores em cena, o chamado "live action" (a primeira animação, "Brasil Animado 3D", foi lançada em 2012).

Dirigido por Paulo Fontenelle (de "Intruso"), o longa tenta unir o formato que é febre nos Estados Unidos, mas engatinha no Brasil, ao gênero cinematográfico mais popular do País, a comédia.

Imagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: Davi de Almeida / DivulgaçãoImagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Se Puder...Dirija!'. Foto: Davi de Almeida / Divulgação

Luiz Fernando Guimarães é João, um manobrista boa praça, mas pai ausente, que decide se reaproximar do filho de cinco anos (Gabriel Palhares). Chamado às pressas ao trabalho, ele decide pegar o carro de uma cliente do estacionamento (Bárbara Paz) para buscar o menino na casa da ex-mulher (Lavínia Vlasak).

O que era para ser um trajeto breve e tranquilo se transforma em uma série de eventos desafortunados, conforme João e o filho passam por uma tentativa de assalto, um atropelamento e um atribulado encontro com um guarda de trânsito.

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O título assume a inspiração em "Se Beber, Não Case!", comédia hollywoodiana sobre um dia na vida de três amigos que passam por situações absurdas para encontrar o quarto integrante do grupo, após uma noitada em Las Vegas.

Produzido pela Disney, a comédia nacional pretende ser mais "família", focando no laço entre pai e filho e deixando sexo e drogas de fora. Para "compensar", aposta em piadas leves, mas escatológicas, com menções à flatulência, diurético, lavagem estomacal e fezes - uma cena em especial, no banheiro, não mostra nada mas tem barulho suficiente para sugerir a pior das imagens.

Divulgação
Imagem do filme 'Se Puder...Dirija!'

Nenhuma situação cômica é especialmente engraçada e a maioria parece durar mais do que deveria, como a longa confusão causada por um cachorro chamado Moleque.

O tão falado 3D aparece aqui e ali, notavelmente no início, quando o confete de um palhaço voa em direção ao público, ou quando Guimarães estica o braço para pegar um refrigerante na geladeira. A partir daí, o recurso some quase que completamente e parece não ter função clara - uma inovação pela inovação ou a tentativa de capitalizar no preço mais caro do ingresso.

Os realizadores justificam que o 3D não está a serviço dos efeitos, mas, sim, da narrativa do filme, tornando-o espectador parte da história e deixando as piadas mais engraçadas. Também nesse caso, não funcionou.

Veja o trailer de "Se Puder...Dirija!":


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