Estrelas, sexo tabu e morte são temas que estarão em foco no Festival de Veneza

Por Reuters |

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Evento será aberto nesta quarta, com a ficção científica "Gravidade", com George Clooney e Sandra Bullock

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Espaço, estrelas e sexo tabu estarão em exibição em Veneza a partir desta quarta-feira, enquanto o festival internacional de cinema mais antigo do mundo luta para manter sua cabeça fora da água em uma cidade que afunda lentamente no mar.

O 70º Festival de Cinema de Veneza vai tentar superar a concorrência de espetáculos cada vez mais populares em Roma e Toronto ao abrir com a estreia mundial da fantasia espacial em 3D "Gravidade", filme estrelado por George Clooney e Sandra Bullock.

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Sandra Bullock e George Clooney em 'Gravidade'

Dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón ("Filhos da Esperança" e bem-sucedidas sequências de "Harry Potter"), o filme retrata Bullock e Clooney como astronautas à deriva após um acidente com sua nave.

"Eu acho que o assunto principal sobre Veneza é o festival provar que não está deixando Toronto tirar seu fôlego", disse Jay Weissberg, crítico de cinema da publicação especializada "Variety", à Reuters em uma entrevista por telefone. "O número de filmes de língua inglesa é fenomenal e o festival de Roma não afetou em nada."

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Cena do filme 'Philomena'

Grandes nomes que disputam o Leão de Ouro de Veneza incluem Scarlett Johansson, como uma alienígena em "Under the Skin", Zac Efron em "Parkland", encenado no hospital de Dallas para onde John F. Kennedy foi levado após ser baleado, e Matt Damon na fantasia distópica "The Zero Theorem", dirigido por Terry Gilliam.

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Nicolas Cage estrela como um ex-presidiário em "Joe", que se passa no sul selvagem dos EUA, enquanto Judi Dench procura pela criança que foi forçada a dar para adoção em "Philomena".

A improvável "estrela" do festival será o ex-secretário de Defesa dos EUA nos tempos da guerra do Iraque, Donald Rumsfeld, presente no documentário "The Unknown Known", cujo título faz referência à sua famosa máxima sobre as ameaças que conhecemos e aquelas que não conhecemos.

O prêmio para abordar o assunto mais infilmável terá que ir para o renascentista do século 21 James Franco, cujo filme é baseado no curto, mas horrível romance "Child of God", de Cormac McCarthy, sobre um caipira do Tennessee que sente prazer em ter relações sexuais com cadáveres de mulheres.

A Itália está representada na competição pelo documentário "Sacro Gra", de Gianfranco Rosi, sobre a vida escondida ao longo do anel viário em torno de Roma, e pelo "L'Intrepido", de Gianni Amelio, sobre um homem desempregado que ganha a vida assumindo os postos de trabalho das pessoas que precisam se ausentar por algum motivo.

Há muita expectativa pelo novo trabalho do diretor taiuanês Tsai Ming-Liang, "Jiaoyou", sobre um pai e seus dois filhos que levam a vida na Taipé moderna e recebem a visita de uma mulher estranha.

"Ana Saudita", do diretor israelense Amos Gitai, conta a história de uma jovem jornalista que visita uma pequena comunidade pequena mista de judeus e árabes que vivem juntos, nos arredores de Tel Aviv.

Considerado um dos três grandes festivais de cinema do mundo, ao lado de Cannes e Berlim, Veneza tem lutado para se livrar de uma reputação como um lugar de alto custo para os exibidores.

O júri do festival é dirigido pelo veterano diretor italiano Bernardo Bertolucci, de filmes como "O Último Tango em Paris" (1972), estrelado por Marlon Brando e Maria Schneider.

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