Festival de Gramado começa nesta sexta-feira com prêmio para Glória Pires

Por iG São Paulo |

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Estreia de Hilton Lacerda na direção é destaque da competição nacional; entre estrangeiros, Argentina lidera

A 41ª edição do Festival de Cinema de Gramado começa nesta sexta-feira (9) com a entrega do Troféu Oscarito para a atriz Glória Pires. Até o dia 17 de agosto, o evento exibirá longas nacionais e estrangeiros, incluindo a aguardada estreia do pernambucano Hilton Lacerda na direção.

A homenagem à atriz será seguida da exibição de seu novo filme, "Flores Raras", escolhido para a abertura do festival, Dirigido por Bruno Barreto, o longa narra o romance real entre a empresária brasileira Lota de Macedo Soares e a poeta norte-americana Elizabeth Bishop.  

Leia também: "Filme mostra duas pessoas que se amam", diz Glória Pires

Gloria Pires e Miranda Otto em 'Flores Raras', que abre Festival de Gramado. Foto: Lisa Graham/Divulgação'A Bruta Flor do Querer', de Andradina Azevedo e Dida Andrade . Foto: Divulgação'Os Amigos', de Lina Chamie. Foto: Divulgação'Até Que a Sbórnia nos Separe', de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr. . Foto: Divulgação'Primeiro Dia de Um Ano Qualquer', de Domingos Oliveira. Foto: Divulgação'Revelando Sebastião Salgado', de Betse de Paula . Foto: Divulgação'Éden', de Bruno Safadi . Foto: Divulgação'Tatuagem', de Hilton Lacerda. Foto: Divulgação'A Coleção Invisível', de Bernard Attal . Foto: Divulgação

"O filme é um advogado não da causa gay, mas do bom senso, do respeito à natureza humana", afirmou Pires, em entrevista ao iG. "'Flores Raras' mostra de forma simples, até prosaica, a vida de duas pessoas do mesmo sexo que se amam. Não tem nenhum escândalo, nada fantasioso, nenhuma loucura. É uma vida normal."

A homossexualidade também é um dos temas de "Tatuagem", primeiro longa-metragem dirigido por Lacerda, roteirista de "Amarelo Manga", "A Festa da Menina Morta", "Árido Movie" e "Febre do Rato".

Ambientado em 1978, durante a ditadura militar, "Tatuagem" mostra os confrontos de uma geração a partir do romance entre um soldado de 18 anos e um agitador cultural, dono de um cabaré anarquista.

Veja imagens do filme "Tatuagem", de Hilton Lacerda:

Entre os oito filmes nacionais em competição, cinco são inéditos: além de "Tatuagem", "Os Amigos", de Lina Chamie; “Até que a Sbórnia nos Separe”, animação de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr; "Revelando Sebastião Salgado”, documentário de Betse de Paula; e "A Bruta Flor do Querer", de Andradina Azevedo e Dida Andrade.

Completam a competição três filmes já exibidos em festivais, mas que ainda não chegaram às salas de cinema. São eles: “Primeiro Dia de um Ano Qualquer”, de Domingos Oliveira; “Éden”, de Bruno Sáfadi; e a “A Coleção Invisível”, de Bernard Attal, último trabalho do ator Walmor Chagas, morto em janeiro.

Competição internacional

A Argentina domina a disputa estrangeira, com dois longas produzidos no país ("Puerta de Hierro: El Exílio de Perón" e "Venimos de Muy Lejos") e mais a co-produção "A Oeste do Fim do Mundo", produzida em parceria com o Brasil.

A competição também inclui filmes de Colômbia, Uruguai e Portugal - este representado pela cineasta Maria de Medeiros, que apresenta o documentário "Repare Bem", sobre três gerações de mulheres afetadas pelo período de ditadura militar no Brasil e no Chile.

Veja a lista completa de filmes em competição:

Longa-metragens brasileiros:

- "A Bruta Flor do Querer", de Andradina Azevedo e Dida Andrade
- "A Coleção Invisível", de Bernard Attal
- "Até Que a Sbórnia nos Separe", de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr.
- "Éden", de Bruno Safadi
- "Os Amigos", de Lina Chamie
- "Primeiro Dia de Um Ano Qualquer", de Domingos Oliveira
- "Revelando Sebastião Salgado", de Betse de Paula
- "Tatuagem", de Hilton Lacerda

Longa-metragens estrangeiros:

- "A Oeste do Fim do Mundo", de Paulo Nascimento – Brasil/Argentina
- "Cazando Luciérnagas", de Roberto Flores Prieto – Colômbia
- "El Padre de Gardel", de Ricardo Casas – Uruguai
- "Puerta de Hierro", de Dieguillo Fernández e Víctor Laplace – Argentina
- "Repare Bem", de Maria de Medeiros - Portugal
- "Venimos de Muy Lejos", de Ricardo Piterbarg – Argentina

Curta-metragens brasileiros:

- "A Navalha do Avô", de Pedro Jorge
- "A Voz do Poço", de Patrícia Black
- "Acalanto", de Arturo Saboia
- "Arapuca", de Hélio Villela Nunes
- "Arremate", de Rodrigo Luna
- "Carregadores de Monte Serrat", de Cassio Santos e Julio Lucena
- "Colostro", de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet
- "Faroeste: Um Autêntico Wester", de Wesley Rodrigues
- "Merda!", de Gilberto Scarpa
- "O Matador de Bagé", de Felipe Iesbick
- "Os Filmes Estão Vivos", de Fabiano de Souza e Milton do Prado
- "Os Irmãos Mai", de Thais Fujinaga
- "Pouco Mais de Um Mês", de André de Novais Oliveira
- "Sanã", de Marcos Pimentel
- "Simulacrum Praecipiti", de Humberto Bassanelli
- "Tomou Café e Esperou", de Emiliano Cunha

Curta-metragens gaúchos:

- "Armada", de Filipe Ferreira
- "As Memórias do Vovô", de Cíntia Langie
- "Catalogárgula", de Lucas Neris e Luan Salce
- "Codinome Beija-Flor", de Higor Rodrigues
- "Contrato de Amor", de Camilo Rodriguez, Leonor Jiménez e Thais Fernandes
- "Ed", de Gabriel Garcia
- "Entrevista", de Gabriel Horn
- "Férias", de Iuli Gerbase
- "Kassandra", de Ulisses da Motta Costa
- "L’anime", de Diego Urrutia
- "Logo Ali ao Sul", de Marcio Kinzeski
- "Notícias Tuas", de Vicente Moreno
- "O Matador de Bagé", de Felipe Iesbick
- "Os Desconhecidos", de Eduardo Teixeira
- "Os Filmes Estão Vivos", de Fabiano de Souza e Milton do Prado
- "Roda Gigante", de Julia Barth
- "Somos Todos Ilhas", de Pedro Martins Karam
- "Tomou Café e Esperou", de Emiliano Cunha

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