Menina baleada aos 14 anos por campanha pela educação será tema de documentário

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Davis Guggenheim, de "Uma Verdade Inconveniente", vai dirigir produção sobre Malala Yousafzai, jovem paquistanesa que levou tiros na cabeça e pescoço pelo Taleban, em 2012, por exigir ensino para mulheres

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Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa de 16 anos que foi baleada na cabeça e no pescoço pelo Taleban no ano passado por exigir educação para meninas, será tema de um documentário, disseram os produtores nesta terça-feira (16).

Leia mais: Taleban atira em paquistanesa de 14 anos defensora dos direitos das mulheres

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e outras autoridades cantam 'Parabéns a Você' para Malala Yousafzai na sede das Nações Unidas. Foto: APMalala Yousufzai, baleada pelo Taleban, é vista em hospital no Reino Unido, em 2012. Foto: APMalala Yousufzai lê um livro enquanto se recupera no hospital Queen Elizabeth, no Reino Unido (foto de arquivo). Foto: APMalala deixa hospital na Inglaterra no começo de 2013. Foto: APMulheres mostram fotos de Malala durante protesto em Lahore, em 2012. Foto: APEstudantes indianas usam máscaras de Malala Yousufzai durante campanha em Nova Délhi, Índia,  em fevereiro deste ano. Foto: AP

Davis Guggenheim, que ganhou um Oscar pelo documentário ambiental de 2006 "Uma Verdade Inconveniente", com o ex-vice presidente norte-americano Al Gore, vai dirigir o documentário ainda sem nome, que está programado para ser lançado no fim de 2014.

O filme acompanhará Malala durante sua campanha pelo direito das crianças à educação, disseram os produtores Walter Parkes e Laurie MacDonald, que também produziram o drama afegão de 2007 "O Caçador de Pipas".

O objetivo do Taleban era matar Malala em outubro do ano passado por causa de sua campanha contra os esforços do grupo de negar educação às mulheres.

Saiba mais: Crianças pagam alto preço de conflito com Taleban no Paquistão

Ela não só sobreviveu ao ataque, mas se recuperou e comemorou seu aniversário de 16 anos na semana passada com um discurso apaixonado na Organização das Nações Unidas, em Nova York.

AP
Malala Yousafzai no primeiro dia na escola em Birmingham, centro da Inglaterra

"Há poucas histórias que Laurie e eu já vimos que são tão convincentes, urgentes ou importantes como a luta da vida real de Malala e seu pai Ziauddin em prol da educação universal para as crianças", disse Parkes em comunicado.

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A adolescente foi tratada no Paquistão antes de os Emirados Árabes Unidos fornecerem uma ambulância aérea para levá-la à Grã-Bretanha, onde médicos remendaram partes de seu crânio com uma placa de titânio.

Incapaz de retornar em segurança ao Paquistão, Malala se matriculou em uma escola em Birmingham, na Inglaterra, em março.

"Vamos pegar nossos livros e canetas", disse ela em seu discurso na ONU. "Eles são as nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. Educação é a única solução."

O filme será financiado pela Image Nation Abu Dhabi, uma subsidiária da estatal Abu Dhabi Media, que tem sede na capital dos Emirados Árabes Unidos.

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