"Rei das comédias", Roberto Santucci planeja dirigir filmes de ação

Por Luísa Pécora , iG São Paulo |

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Um dos principais responsáveis pelo boom do gênero no Brasil, cineasta fala sobre o novo "Odeio o Dia dos Namorados"

Após levar mais de 10 milhões de espectadores ao cinema com apenas três filmes, o carioca Roberto Santucci, 46 anos, passou a ser chamado de "Midas do cinema nacional". Ele parece desconfortável quando a repórter menciona tal título, e o ator Daniel Boaventura, sentado ao seu lado, explica: "Ele detesta que o chamem de Midas, fica super-envergonhado."

"Isso é uma bobagem de momento", afirma Santucci, cujo novo trabalho é "Odeio o Dia dos Namorados", que estreia nesta sexta-feira (7). "Não sou eu, é um conjunto de situações. É uma sinergia de vários talentos e um clima bacana de trabalho, entende?"

Veja a entrevista de Roberto Santucci ao iG:

Para Santucci, o segredo do sucesso está no entrosamento da equipe, a começar pelo roteirista Paulo Cursino, seu parceiro em "Até que a Sorte nos Separe" e nos dois filmes da série "De Pernas Pro Ar". Para o diretor, o fato de Cursino e outros autores escreverem pensando na "embocadura" certa para atores como Ingrid Guimarães e Leandro Hassum faz a diferença. 

"Há muita parceria, as pessoas já se conhecem, são amigas. O segredo é reproduzir esse clima bacana de criação", recomenda.

Leia também: "Odeio o Dia dos Namorados" importa táticas de Hollywood

Divulgação
Roberto Santucci, diretor de 'Odeio o Dia dos Namorados'

Embora seja um dos principais nomes do boom de comédias que marca o cinema nacional, o gênero não era o foco de Santucci quando começou a carreira. Antes de estourar com “De Pernas Pro Ar”, em 2010, o diretor era mais conhecido pelo policial “Bellini e a Esfinge” e lutava para conseguir lançar o suspense “Alucinados”.

Para ele, trabalhar em um gênero mais comercial poderia ajudá-lo a fazer os longas que sempre quis: thrillers e filmes de ação "com algum tipo de denúncia". 

"A comédia começou como uma moeda de troca e agora virou um trabalho. Estou fazendo uma atrás da outra e me dando bem com isso. Mas existe um cineasta aqui dentro que quer fazer outros tipos de filme e tem que mostrar que tipos de filme são esses."

“O desafio é encontrar um pouco de tempo e uma história que seja realmente muito bacana, para poder mostrar esse outro talento que tenho dentro mim, e que super-acredito, mas que está um pouco reprimido porque estou fazendo só as comédias”, acrescenta.

Ele nega, porém, qualquer insatisfação com o gênero que o consagrou. "Adoro fazer comédia, tenho esses amigos todos, então por que não fazer?”, questiona. “Meu objetivo é trazer frescor, inovar dentro da comédia, melhorar o máximo possível.”

Imagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Odeio o Dia dos Namorados'. Foto: Divulgação

No caso de “Odeio o Dia dos Namorados”, a inovação vem na importação de fórmulas típicas de Hollywood, como o filme pensado para uma data específica do calendário, uma ideia da produção, e a incorporação de efeitos especiais e elementos sobrenaturais, defendida pelo próprio Santucci. O longa conta a história de uma publicitária durona que recebe a visita de um espírito e tem a chance de ver "o filme da vida".

“Para mim foi um desafio mexer com efeitos especiais, essa coisa técnica", afirma. "Acho que o filme surpreende um pouco por esse lado. As pessoas veem e acham que é uma comédia sobre o dia dos namorados. Mas na verdade não, é um filme que viaja no tempo, faz uma série de coisas."

Envolvido na continuação de "Até que a Sorte nos Separe", que tem lançamento previsto para o fim do ano, e nas conversas sobre uma terceira parte de "De Pernas Pro Ar", Santucci não descarta uma possível continuação para "Odeio o Dia dos Namorados". "Vamos ver como vai ser a bilheteria."

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