Isis Valverde: "Sempre me arrepiei com 'Faroeste Caboclo'"

Por Luísa Pécora , iG São Paulo |

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Famosa por trabalho na televisão, atriz estreia no cinema com filme inspirado na música da Legião Urbana

Para a atriz Isis Valverde, interpretar Maria Lúcia em "Faroeste Caboclo", filme inspirado na canção de Renato Russo, era mais do que uma chance de estrear no cinema. O papel, conquistado após uma longa fase de testes, significava também a oportunidade de construir uma personagem com base na canção que marcou sua infância e adolescência.

"Sempre me arrepiei com 'Faroeste Caboclo'", afirma, em entrevista ao iG. Quando criança, a atriz costumava se encontrar com os amigos para ouvir música, inclusive os CDs da Legião Urbana, que pegava emprestado da mãe. "A gente brincava de quem conseguia cantar sem errar."

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Ísis Valverde, a Maria Lúcia do triângulo Amoroso da história. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: DivulgaçãoFabrício Boliveira na favela cenográfica nos arredores de Brasília. Foto: DivulgaçãoFabrício Boliveira no papel de João de Santo Cristo. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Faroeste Caboclo'. Foto: Divulgação

Com estreia marcada para 30 de maio, o filme de René Sampaio, estreante em longas-metragens, preserva o espírito e o enredo básico da música que Renato Russo compôs aos 19 anos e lançou em 1987.

Mas "Faroeste Caboclo" também toma algumas liberdades, dando mais espaço ao amor na narrativa sobre a saga de João do Santo Cristo (Fabrício Boliveira), um imigrante baiano que tenta a sorte em Brasília.

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Se na canção de 9 minutos Maria Lúcia só aparece pouco antes da metade, no filme é presença marcante desde o início, uma jovem branca, rica e solitária que motiva João, negro e pobre, a tentar sair do crime. 

Divulgação
Isis Valverde durante filmagem de 'Faroeste Caboclo'

Boliveira acredita que o romance entre os dois mostra a importância de o Brasil "afinar diferenças". "Acho essa discussão condizente com o momento do País", afirma. "Ainda não conseguimos lidar muito bem com nossas origens. Precisamos superar algumas travas quanto à educação, dignidade e respeito."

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Valverde define Maria Lúcia como "um passarinho preso". "O João vem abrir a porta e deixá-la voar um pouco", explica. "Ela tem um vulcão de emoção dentro dela, mas não pode expressar."

Segundo a atriz, que estourou como a periguete Suellen da novela "Avenida Brasil" e ganhou elogios pelo desempenho na minissérie "O Canto da Sereia", a estreia no cinema não é parte de uma estratégia para ganhar credibilidade entre quem torce o nariz para profissionais de televisão.

"Escolho os papéis com um olhar voltado ao caminho que quero seguir como atriz. Penso se vou crescer e aprender", diz. "Não tenho medo de repetir arquétipos, fazer a burrinha ou a mocinha, porque você pode quebrá-los facilmente se estiver aberto a colocar coisas novas nos personagens."

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