"O Último Exorcismo - Parte 2" retoma primeiro filme e segue clichês do terror

Por Reuters |

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Diretor Ed Gass-Donnelly fica no senso comum e não explica questões deixadas pelo longa anterior

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Quando estreou em 2010, "O Último Exorcismo" aproveitava a onda levantada pelo sucesso da franquia "Atividade Paranormal", que revivia o estilo documentário ficcional de terror. Esse subgênero, visto em "Cannibal Holocaust" (1980) e "A Bruxa de Blair" (1999), oferece ao espectador a ideia de que tudo projetado na tela é fato, uma experiência real, sem cortes, edição ou roteiro.

Embora o estilo não fosse mais novidade, a produção trazia em si uma curiosa possibilidade: ver um exorcismo sob uma abordagem supostamente documental. Expectativa que o filme não atendeu - apesar das boas cenas iniciais -, já que o reverendo Cotton Marcus (Patrick Fabian) não faz um exorcismo na possuída Nell (Ashley Bell), que acaba parindo um filho demoníaco no final.

Cena do filme 'O Último Exorcismo - Parte 2'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'O Último Exorcismo - Parte 2'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'O Último Exorcismo - Parte 2'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'O Último Exorcismo - Parte 2'. Foto: Divulgação

Esta sequência segue, portanto, os passos de Nell após os acontecimentos narrados no primeiro filme. A diferença aqui é a decisão dos produtores de acabar com a câmera na mão, tornando a obra mais convencional. A escolha foi arriscada, já que extrai o único diferencial que ela mantinha em relação aos demais suspenses sobre exorcismo.

Nesta história, após passar um tempo na floresta, onde é encontrada, Nell não lembra o que aconteceu na noite do ritual, em que seus familiares e o reverendo Marcus morreram e ela deu à luz a um demônio. Apesar das gravações (a base do primeiro filme) mostrarem a moça como uma pessoa perturbada, vítima de uma possessão, ela tenta seguir adiante. Vive num abrigo para jovens, namora um rapaz (Spencer Treat Clark) e trabalha num hotel.

No entanto, essa aparente normalidade é vivenciada por Nell conjuntamente a visões de vultos e toda a série de fenômenos paranormais, que sempre fazem a moça parecer lunática. Um trabalho hercúleo de Ashley Bell, que beira o ridículo.

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O diretor Ed Gass-Donnelly, que assina o roteiro junto com Damien Chazelle, não vai muito além do lugar comum nesta continuação. Basta ver que os elementos desta história obedecem a padrões para lá de batidos do gênero, como a ambientação em New Orleans (EUA) e seus personagens místicos. Não assusta e, pior, entedia pela falta de tensão.

O filme também não explica nada sobre o desfecho da produção anterior. Quem eram aquelas pessoas ao lado da fogueira? O que aconteceu com o tal bebê? Por que Nell? O reverendo Cotton Marcus, no primeiro filme, queria provar que exorcismo é uma tapeação. Agora, parece que o único enganado é o espectador.

Assista ao trailer de "O Último Exorcismo - Parte 2":


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