Astro norte-americano interpreta pai que tenta livrar da cadeia filho preso com entorpecentes, em filme baseado em história real

Reuters

Dwayne Johnson, o ex-lutador de luta livre conhecido como The Rock, é um dos atores em relativa ascensão em Hollywood. Para entender melhor a ciumeira que ele provoca por lá como intérprete, uma comparação seria se o brasileiro Anderson Silva se tornasse protagonista de novela.

Em filmes anteriores, como "Escorpião Rei" e "Doom", por exemplo, Johnson se mostrou perfeitamente capaz de ser um ator de filmes de ação, em que não se pede mais do que saber dar pontapés e dizer palavras de efeito.

Dwayne Johnson em cena de 'O Acordo'
Divulgação
Dwayne Johnson em cena de 'O Acordo'

Mas em "O Acordo", em estreia nacional, foi preciso um pouco mais de fibra para defender o papel de um pai que não precisa dos músculos para seguir adiante, numa história baseada em fatos reais, que inspirou até um documentário na TV norte-americana.

Matthews (Dwayne Johnson) é o pai destemido que busca a redenção do filho Jason (Rafi Gavron). O rapaz foi pego com entorpecentes e, por mais que seja alegadamente inocente, vai para a prisão. Graças à lei de tolerância zero com drogas nos EUA, Jason pode ficar, no mínimo, 10 anos atrás das grades.

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Cena de 'O Acordo'
Divulgação
Cena de 'O Acordo'

Matthews, que não se dá bem com o filho por causa do divórcio - está casado e com outra filha -, apela à promotora Joanne (Susan Sarandon) que encontre uma forma de amenizar a condenação. Porém, ela é irredutível, como a própria lei, e diz que o garoto fica preso enquanto não denunciar alguém graúdo no crime.

Enfim, de duas uma: ou Matthews consegue o nome dos traficantes ou o filho fica na cadeia. Na pele de pai responsável, vai procurar quem comanda o narcotráfico local como informante. E, por um lance de sorte do destino, ou fixação por ajudá-lo, ele chega ao ex-presidiário e agora bom moço Daniel (Jon Bernthal), que pode colaborar na captura do chefão da quadrilha.

"O Acordo" é uma dessas histórias que se acredita quando está no jornal, mas se pode duvidar quando se assiste no cinema. O diretor Ric Waugh, porém, não a deixa cair em nenhum momento no melodrama barato, nem numa narrativa puramente condescendente sobre a morte e vida de Jason.

Melhor: faz de Johnson, o The Rock, um ator (pelo menos na edição) melhor do que aparenta, estrela de um filme que, equilibradamente, leva nas costas. E, por mais que exista ação nas cenas, o diretor não deixa para o fortão resolver.

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