Na ficção científica "Oblivion", Tom Cruise é sobrevivente em mundo destruído

Por Reuters |

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Com roteiro futurista, filme lembra tanto a animação "Wall-e" como a série "Planeta dos Macacos"

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Uma vez que as ficções científicas pós-apocalípticas partem de um mesmo princípio, é no conteúdo que elas se diferenciam e se resolvem. "Oblivion", novo filme com Tom Cruise, prima pelo visual, mas não sabe direito onde e como quer chegar.

A trama, assinada pelo diretor Joseph Kosinski por outros dois roteiristas, coloca o astro como um dos poucos sobreviventes de uma Terra devastada depois de uma guerra contra alienígenas.

Cena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: DivulgaçãoCena do filme 'Oblivion'. Foto: Divulgação

"Ganhamos a guerra, mas destruímos o planeta", diz Jack (Cruise) mais de uma vez. Como fazem todos os diretores/roteiristas incapazes de explicar a trama e o cenário por meio da ação ou diálogos, Kosinski se vale de longas narrações, que padecem de excesso de informação e, no fundo, mais atrapalham do que ajudam.

Jack é um técnico que conserta os drones, esferas mortíferas programadas para detectar e exterminar extraterrestres e terráqueos perigosos.

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Tom Cruise em cena de 'Oblivion'

Identificado como "número 49", Jack vive numa casa futurista, numa plataforma no meio do nada, com sua mulher Vica (Andrea Riseborough). Logo alguns detalhes começam a desestabilizar a eficiência da dupla, que se reporta diariamente aos seus superiores através de uma tela. Num momento que remete ao clássico "Fahenreit 451", o técnico pega para si um livro nas ruínas de uma biblioteca destruída.

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Mais tarde, quando encontra humanos dentro de receptáculos, depois da queda de uma aeronave, ele resolve salvar a única sobrevivente, Julia (Olga Kurylenko). Leva-a para casa, e não conta nada para os seus superiores - apesar do ciúme de sua mulher.

Se em alguns momentos "Oblivion" faz lembrar uma espécie de versão menos fofa da animação "Wall-e", em outros, também lembra "Planeta dos Macacos". Mas Kosinski, cujo currículo inclui "Tron, O Legado", não é diretor de muita especulação, e sim de correrias, tiros e explosões.

A subtrama dos rebeldes - liderados por Morgan Freeman - e da pirâmide invertida que flutua no céu - uma nova esperança, uma nova moradia, uma espécie de deus - não parece muito bem resolvida no longa.

Como de costume, tudo se encaixa no sentido de fazer Cruise triunfar como herói, também no sentido romântico, ainda que o enredo, nesse aspecto, mostre-se um tanto pueril.

Em tempo: o título original do longa, "Oblivion", traduz-se como "Esquecimento" - talvez o melhor motivo para a empresa distribuidora no Brasil não o traduzir tenha a ver com a tentativa de impedir piadas prontas.

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