Animação "Os Croods" faz humor com personagens da pré-história

Por Reuters | - Atualizada às

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Longa sobre família que precisa superar o pânico de deixar a caverna chega aos cinemas em versões convencional e 3D

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Eles também são da pré-história, mas são anteriores aos Flintstones. Os Croods são de uma época na qual o homem realmente vivia nas cavernas, e a possibilidade de sair delas causa pânico a toda a família, exceto na filha mais velha.

Eep, adolescente na fase em que a rebeldia está em alta, sonha poder explorar o mundo além dos limites de sua casa. Essa família, provavelmente típica de seu período, protagoniza a animação "Os Croods - Uma Aventura das Cavernas", que estreia em cópias dubladas e legendadas, nas versões convencionais e 3D.

Imagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os CroodsImagem de 'Os Croods'. Foto: Os Croods

Dirigida por Kirk De Micco ("Space Chimps - Micos no Espaço") e Chris Sanders ("Lilo & Stitch), a animação acompanha o processo dos integrantes da família em deixar de ser "homens das cavernas" e se tornarem mais humanos, apreciando a beleza e estreitando os laços afetivos. O catalisador do processo é um rapaz chamado Guy, que vem de outro lado do mundo, e é fisicamente e emocionalmente mais evoluído que os Croods.

Guy vem de um canto do mundo, aliás, mais colorido, para onde os heróis do filme precisam fugir assim que sua casa, literalmente, desmorona com as transformações físicas pelas quais passa o planeta.

Nesse sentido, a criatividade dos diretores - que também assinam o roteiro - correu solta ao criar um planeta repleto de animais estranhos, ameaçadores, que mais tarde, pela lógica deles, seriam extintos, como é o caso das aves-piranhas e de um tigre com dentes iguais às presas dos elefantes.

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Há, como nos filmes da Disney - embora este não o seja -, a exaltação da célula familiar e de seus laços que aqui, embora já existam, ainda estão se desenhando, se aprofundando. Eep, a heroína do filme, tal qual a Valente do longa homônimo, é uma personagem que desafia o padrão estético e comportamental das princesas esquálidas, de cabelo liso e delicadas.

Com sua cabeleira vermelha e desgrenhada, a garota não hesita em conquistar o seu lugar numa sociedade ainda mais machista do que a contemporânea, se é que tal conceito possa se aplicar em um período no qual a ideia de sociedade sequer existia ainda.

Em todo caso, Eep é uma espécie de precursora do poder feminino em plena idade da pedra. Já Guy é mais sofisticado, mais próximo do nosso conceito de humano. Ele perdeu sua família e tem como companheiro apenas um animal de braços longos que também serve como pochete.

O começo do filme, com as pinturas rupestres nas paredes das cavernas, faz até lembrar o documentário do alemão Werner Herzog, "A Caverna dos Sonhos Esquecidos", ou mesmo o mito da Caverna, de Platão, mas, claro, aqui a história é outra.

Talvez não haja uma gota de veracidade histórica na animação, mas pouco importa. A dupla de diretores conseguiu criar um desenho visualmente bonito e tirar proveito dos paradoxos de uma época em que o homem ainda não tinha muita noção de si mesmo ou do mundo.

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