Em "Amigos Inseparáveis", Al Pacino vive ex-gângster em busca de aventuras

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Filme é parte comédia, parte drama melancólico sobre a proximidade do fim da vida

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Em "Amigos Inseparáveis", Al Pacino e Christopher Walken são dois gângsteres que descobrem que nunca é tarde demais para se divertir. Dirigido por Fisher Stevens ("Apenas um Beijo"), a partir de um roteiro de Noah Haidle, o filme é parte comédia, parte um drama melancólico sobre a proximidade do fim da vida.

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Christopher Walken, Alan Arkin e Al Pacino em 'Amigos Inseparáveis'

Pacino é Val, um sujeito que acaba de sair do presídio depois de cumprir uma longa pena. Walken é Doc, seu único amigo, e juntos vão viver uma longa jornada noite adentro, em busca do prazer e dos bons velhos tempos. O primeiro destino da dupla é o antigo bordel que frequentavam, hoje dirigido pela filha da antiga cafetina (Lucy Punch, de "Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos").

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Essa é só a primeira aventura da noite, que inclui resgatar o antigo parceiro, Hirsch (Alan Arkin), do asilo. Não há muito mais no enredo além do trio de atores andando de um lado para outro e tentando se divertir novamente. Há uma subtrama, na qual Doc deve matar Val por conta de uma vingança, mas isso quase some ao longo da história, para ser retomado só no final - como desculpa para uma conclusão.

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Christopher Walken e Al Pacino em 'Amigos Inseparáveis'

"Amigos Inseparáveis" é isso: um trio de atores - que já viveram dias melhores e dias piores em Hollywood - se divertindo em cena e dando mais do que seus respectivos personagens ou a tímida direção de Stevens mereciam. Há momentos de gosto duvidoso - como a ‘overdose' de Viagra do personagem de Pacino e a subsequente cena constrangedora no hospital.

O que a história parece dizer é que eles são - ou, ao menos, eram - bandidos, mas no fundo são gente boa. Num momento, durante a jornada noturna, encontram uma vítima de estupro, e a ajudam a vingar-se. Mas a personagem, Sylvia (Vanessa Ferlito), sua presença e seu envolvimento na trama parecem apenas uma desculpa para mostrar que os gângsteres também são capazes de fazer o bem.

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