Dono de dois Oscar, astro segue o caminho de Clint Eastwood, Ben Affleck, Angelina Jolie, George Clooney e outros; veja mais casos

Vencedor de dois Oscar e dono de uma carreira consagrada como ator, Dustin Hoffman resolveu tentar a sorte com diretor em "O Quarteto", que estreia nesta sexta-feira (8) no Brasil. Com isso, tornou-se o mais novo integrante da longa lista de atores que se tornaram cineastas - uns com mais sucesso que outros.

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Em alguns casos, a troca de cadeira representa um encontro do artista com sua verdadeira vocação. Um exemplo emblemático é Ben Affleck, considerado um ator medíocre, mas que passou a ser respeitado por seu trabalho como diretor.

A estreia de Affleck em longas aconteceu em 2007, com "Medo da Verdade", ao qual deu sequência em 2010 com "Atração Perigosa" . A consagração veio com "Argo" (2012), pelo qual recebeu dezenas de prêmios, incluindo o do Sindicato dos Diretores e o Oscar de melhor filme .

Ben Affleck no set de
Divulgação
Ben Affleck no set de "Argo"

A trajetória de Affleck é parecida com a de Ron Howard, que fez uma série de papéis na televisão americana nos anos 1960 (inclusive nos programas "The Andy Griffith Show" e "Happy Days") e teve personagens de pouca relevância no cinema até passar para o outro lado da câmera. Diretor de "Apollo 13" e "Frost/Nixon", ele ganhou o Oscar por "Uma Mente Brilhante" em 2002. Ao contrário de Affleck, porém, Howard praticamente abandonou a carreira de ator.

Há quem goste de combinar as duas funções, como George Clooney, que incluiu um papel para si mesmo em todos os filmes que dirigiu: "Confissões de Uma Mente Perigosa", "Boa Noite e Boa Sorte", "O Amor Não Tem Regras", "Tudo Pelo Poder" e "The Monuments Men", que será lançado ainda este ano e já é considerado candidato ao Oscar 2014 .

Clooney é muitas vezes comparado a Clint Eastwood, um dos casos mais bem-sucedidos de ator que decide traçar um caminho paralelo como diretor. Estrela de filmes de faroeste e ação, Eastwood fez sua estreia por trás das câmeras em 1971 com "Perversa Paixão" e ganhou o Oscar de direção em 1993 por "Os Imperdoáveis". Nos anos 2000, deu novo fôlego à carreira com filmes elogiadíssimos como "Sobre Meninos e Lobos", "Cartas de Iwo Jima", "Gran Torino" e "Menina de Ouro", que lhe rendeu nova estatueta. No ano passado, voltou a aparecer nas telas em "Curvas da Vida" , na primeira vez em que atuou no filme de outro cineasta desde 1993.

Mas há também aqueles atores que decepcionam quando tentam abraçar outra função. O comediante Eddie Murphy, por exemplo, não agradou nem crítica nem público com o seu "Os Donos da Noite". Talvez por isso, nunca mais arriscou a sorte como diretor.

William Shatner foi massacrado pelos críticos quando dirigiu "Jornada nas Estrelas 5: A Última Fronteira", assim como a cantora Madonna, que não agradou com "Sujos e Sábios" e "W.E. - O Romance do Século" .

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