Concorrentes ao Oscar de melhor filme já faturaram US$ 2 bilhões

Por Reuters |

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Valor equivalente a R$ 3,9 bilhões é bem superior ao do ano passado, quando apenas um longa conseguir arrecadar US$ 100 milhões (R$ 196 milhões)

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Os estúdios responsáveis pelos nove filmes que concorrem no domingo ao Oscar de melhor filme já conquistaram um prêmio importante: juntos, eles faturaram US$ 2 bilhões (R$ 3,9 bilhões) nas bilheterias mundiais, sendo que seis deles, como "Argo" e "Lincoln", arrecadaram pelo menos US$ 100 milhões (mais de R$ 196 milhões) cada apenas no mercado dos EUA e Canadá.

"Os filmes que estão ressoando junto ao público", disse Keith Simanton, editor-gerente do site de cinema IMDb.com. "Essa é a feliz confluência entre comércio e arte."

Infográfico: Tente adivinhar o nome dos atores e atrizes que já ganharam o Oscar

Imagem do drama histórico "Lincoln". Foto: DivulgaçãoHugh Jackman, indicado a melhor ator por Os Miseráveis. Foto: DivulgaçãoJoaquin Phoenix, indicado a melhor ator por 'O Mestre'. Foto: DivulgaçãoDenzel Washington, indicado a melhor ator por 'O Voo'. Foto: DivulgaçãoJennifer Lawrence, indicada a melhor atriz, e Bradley Cooper, a melhor ator, em 'O Lado Bom da Vida'. Foto: DivulgaçãoJessica Chastain, indicada a melhor atriz por 'A Hora Mais Escura'. Foto: DivulgaçãoQuvenzhané Wallis, indicada a melhor atriz por 'Indomável Sonhadora'. Foto: DivulgaçãoEmmanuelle Riva, indicada a melhor atriz por 'Amor'. Foto: DivulgaçãoNaomi Watts, indicada a melhor atriz por 'O Impossível'. Foto: DivulgaçãoChristoph Waltz em "Django Livre" (2012). Foto: DivulgaçãoTommy Lee Jones, indicado a melhor ator coadjuvante por 'Lincoln'. Foto: DivulgaçãoPhilip Seymour Hoffman, indicado a melhor ator coadjuvante por 'O Mestre'. Foto: DivulgaçãoRobert De Niro (esq), indicado a melhor ator coadjuvante por 'O Lado Bom da Vida'. Foto: DivulgaçãoAlan Arkin (esq), indicado a melhor ator coadjuvante por 'Argo'. Foto: DivulgaçãoAnne Hathaway, indicada a melhor atriz coadjuvante por 'Os Miseráveis'. Foto: ReproduçãoAmy Adams, indicada a atriz coadjuvante por 'O Mestre'. Foto: DivulgaçãoJackie Weaver, indicada a melhor atriz coadjuvante por 'O Lado Bom da Vida'. Foto: DivulgaçãoSally Field, indicada a melhor atriz coadjuvante por 'Lincoln'. Foto: DivulgaçãoHelen Hunt, indicada a atriz coadjuvante por 'As Sessões'. Foto: Divulgação

No ano passado, só um indicado ao Oscar de melhor filme, o drama histórico "Histórias Cruzadas", chegou à marca dos US$ 100 milhões nas bilheterias da América do Norte, segundo o site Box Office Mojo. "O Artista", filme sem falas e em preto e branco que levou o prêmio, faturou apenas US$ 45 milhões (R$ 88,3 milhões) nas salas de exibição da América do Norte.

Mesmo depois da cerimônia do Oscar, e com toda a publicidade relacionada, o faturamento global dos nove filmes concorrentes no ano passado ficou em US$ 1,2 bilhão (R$ 2,3 bilhão).

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A inclusão entre os indicados de filmes com maior apelo comercial é em parte proposital. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que concede o Oscar, já foi criticada por favorecer filmes "de arte", "adultos", vistos por poucas pessoas - criando assim um descompasso com o público adolescentes e jovem, mais interessado em "blockbusters" cheios de ação.

As queixas se intensificaram depois que "Batman: O Cavaleiro das Trevas" foi esnobado, em 2008, apesar dos elogios da crítica e de ter faturado US$ 1 bilhão (R$ 1,9 bilhão) nas bilheterias. Em 2009, a Academia decidiu permitir dez indicados a melhor filme, em vez de cinco, o que abriu espaço para mais filmes com grandes públicos.

Saiba Mais: Acompanhe a cobertura completa do Oscar 2013

A bilheteria média nos EUA e Canadá dos filmes indicados neste ano foi de US$ 103 milhões (R$ 202 milhões), segundo o IMDb, contra US$ 70 milhões (R$ 137 milhões) no ano passado.

A popularidade da safra deste ano reflete a capacidade dos estúdios de fazerem filmes melhores com orçamentos menores, segundo Adam Fogelson, presidente da Universal Pictures.

Em anos anteriores, disse ele, um filme talhado para o Oscar e com elenco de primeira como "Os Miseráveis" custaria tanto que os executivos não teriam como aprovar sua realização. Mas a Universal conseguiu controlar os custos da produção e negociou criteriosamente os cachês dos atores, mantendo o orçamento em US$ 60 milhões (R$ 117 milhões). "Alguns dos filmes indicados foram feitos só porque puderam ser feitos por um preço", disse Fogelson.

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