Filme chileno "Glória" empolga no Festival de Berlim

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Longa sobre uma mulher de 58 anos que se recusa a se recolher à velhice é o primeiro exibido na competição a empolgar o público

Reuters

Divulgação
A atriz Paulina Garcia em "Glória"

Não faltaram aplausos para o drama chileno "Glória" neste domingo (10) no Festival de Berlim, em parte por alívio, já que a mostra anual finalmente teve seu primeiro sucesso após uma série de fracassos.

Siga o iG Cultura no Twitter

A história tocante da busca de amor e aventura de uma mulher de meia idade na Santiago dos dias atuais atraiu comparações com Woody Allen, pela intimidade dos relacionamentos, e com Meryl Streep, pelo desempenho cativante da atriz Paulina Garcia.

Garcia faz Glória, uma divorciada de 58 anos cujos filhos saíram de casa e que vai a boates de solteiros, onde dança, flerta e se recusa a se recolher mansamente à velhice.

É neste ambiente que ela conhece Rodolfo, um ex-oficial da marinha charmoso, mas complexo, na casa dos 60 anos, com quem vive um romance arrebatador que acredita poder se tornar algo permanente. Enquanto tentam forjar um laço estável, suas vidas passadas insistem em atrapalhá-los, o que os críticos viram como uma metáfora do Chile que emergia da ditadura de Augusto Pinochet.

Veja também: Van Sant, Soderbergh e Wong Kar-wai são destaques em Berlim 2013

As inspirações do diretor Sebastián Lelio foram sua mãe e a geração dela, raramente abordados em uma indústria obcecada com a juventude.

"Diria que todos estamos enfrentando o que Glória está enfrentando, só acontece com algumas pessoas mais cedo do que com outras", disse ele aos repórteres em Berlim, onde o filme é um dos 19 na competição principal e o mais popular até agora. "Todos encaramos encruzilhadas nas nossas vidas, e podemos nos recolher ou ir para a pista de dança".

Leia tudo sobre: Festival de BerlimPaulina GarciaGlóriaChilecinema

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas