"Tainá - A Origem" diverte público infantil com história brasileira

Por Luísa Pécora - iG São Paulo |

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Terceiro episódio de bem-sucedida saga infantil defende a preservação do meio ambiente e os direitos das mulheres

Para pais cansados de levar os filhos ao cinema para assistir a filmes da Disney e da Pixar, “Tainá - A Origem”, que estreia nesta sexta-feira (8), pode ser uma boa alternativa: produzido no Brasil e falado em português, o longa é protagonizado por uma índia, ambientado na floresta amazônica e permeado por elementos da cultura brasileira.

Imagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: DivulgaçãoImagem de "Tainá - A Origem". Foto: Divulgação

“Tainá - A Origem” é o terceiro episódio de uma saga infantil que estreou há 12 anos e levou mais de 1,5 milhão de brasileiros ao cinema. A história, porém, é a primeira cronologicamente. Aos cinco anos, a índia Tainá busca saber mais sobre a morte da mãe enquanto combate Jurupari, encarnação do mal e inimigo ancestral de sua família, que quer destruir a floresta. Para as duas tarefas, conta com a ajuda do índio Gobi (Igor Ozzy) e de Laurinha (Beatriz Noskoski), menina da cidade que cruza seu caminho por acidente.

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Além da óbvia mensagem sobre a importância da preservação do meio ambiente, “Tainá - A Origem” faz também uma defesa dos direitos femininos ao acompanhar a transformação da protagonista em guerreira, a despeito das reservas e proibições dos homens da tribo.

Luísa Pécora
Igor Ozzy, Wiranu Tembé e Beatriz Noskoski, atores de "Tainá - A Origem"

Apesar de duas meninas estarem no centro da história - Laurinha também ganha destaque como uma garota mimada que aprende sobre valores diferentes dos seus na floresta -, a roteirista Cláudia Levay e a diretora Rosane Svartman incluíram cenas de perseguição suficientes para prender a atenção dos meninos.

A presença de atores como Nuno Leal Maia, Guilherme Berenguer e Laila Zaid, bem como algumas cenas de humor pastelão, fazem com que em alguns momentos o filme se pareça com um especial global (Svartman é roteirista do seriado juvenil “Malhação” e o longa tem a chancela da Globo Filmes). Por outro lado, a decisão de filmar apenas na Amazônia ajuda a dar “cara real” ao longa.

Mais acertada ainda foi a escolha de Wiranu Tembé como substituta da Tainá original, Eunice Baia, hoje com 20 anos. Wiranu não falava português e nunca tinha deixado sua aldeia no Pará quando foi descoberta pela produção, mas foi tão bem nos testes que deixou 2,2 mil garotas para trás e forçou mudanças no roteiro: a personagem que tinha sete anos passou a ter cinco e coisas que a índia sabia fazer, como subir em árvores, foram incluídas. Os três meses de treinamento não a transformaram em uma grande atriz, mas, nesse caso, o carisma supera a inexperiência.

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