Mesmo sem grandes inovações, filme com Ryan Gosling explora com competência os clichês do gênero

Se existe uma cartilha de filmes sobre o crime organizado nos EUA dos anos 1940, "Caça aos Gângsteres" utiliza com competência todas as suas regras. É possível identificar nele referências a outras produções do gênero, do clássico "Os Intocáveis" (1987) até o fantasioso "Dick Tracy" (1990).

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A trama mostra como os poucos policiais honestos de Los Angeles reagiram a uma invasão de criminosos na cidade, saídos principalmente de Chicago ou Nova York. O foco é o sargento John O'Mara (Josh Brolin), que é escalado pelo chefe de polícia Bill Parker (Nick Nolte) para limpar as ruas deixando o distintivo de lado.

Ao mesmo tempo em que O'Mara começa a montagem de seu esquadrão, formado por policiais que possuem habilidades únicas, como o pistoleiro Max Kennard (Robert Patrick) e o especialista em escutas Conwell Keeler (Giovanni Ribisi), outro policial honesto, mas sem intenção de mudar o sistema, se envolve na história.

Interpretado por Ryan Gosling, o sargento Jerry Wooters faz o tipo incrédulo que, diante do avanço dos mafiosos, prefere aproveitar a vida a lutar contra um sistema corrompido. Sua motivação, ao contrário de O'Mara, vem de fatos isolados, como sua aproximação da namorada do chefão Mickey Cohen (Sean Penn), a sensual Grace Faraday (Emma Stone).

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Com a equipe reunida, o filme começa a escalada de violência alternando o fracasso de um dos lados diante do avanço do outro. Para os novatos em filmes de gângsteres, a diversão fica por conta do duelo de gato e rato regado a socos, explosões e metralhadoras Thompson. Para os escolados no gênero, resta deleitar-se com os clichês devidamente empregados nos momentos certos.

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