Amy Pascal se disse "indignada" com campanha contra "A Hora Mais Escura" comandada por David Clennon, um dos votantes do Oscar

A chefe-executiva da Sony Pictures, Amy Pascal, criticou duramente um membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela entrega do Oscar , que acusou o filme "A Hora Mais Escura" , sobre a caçada a Osama bin Laden , de promover a tortura.

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O ator David Clennon pediu que outros membros da Academia não votem no filme da diretora Kathryn Bigelow em nenhuma das cinco categorias do Oscar às quais foi indicado. Em comunicado, Pascal disse que a "tentativa de censurar um dos grandes filmes do nosso tempo deve ser combatida."

"Estamos indignados com o fato de um membro da Academia usar seu status como uma plataforma para promover sua própria agenda política", disse Pascal, que é co-presidente da Sony Pictures Entertainment e presidente da Columbia TriStar Motion Picture Group. "Este filme deveria ser julgado sem partidarismo", disse ela, acrescentando que o longa "não defende a tortura."

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Clennon, por sua vez, já teria o apoio de outros votantes - como o ator Martin Sheen - no boicote a "A Hora Mais Escura".  "Acredito que o filme claramente promove uma tolerância para a tortura", disse Clennon em entrevista a uma emissora de TV, acrescentando: "Espero que meus colegas da Academia considerem a moralidade de cada candidato."

A Academia recusou a comentar sobre as afirmações do Clennon.

"A Hora Mais Escura" ganhou cinco indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, mas Bigelow não conseguiu uma vaga na categoria melhor direção. Até então, ela era considerada a favorita para o prêmio.

Diante da surpresa, muitos em Hollywood culparam Washington pelo desempenho abaixo das espectativas do filme no Oscar. Um grupo de senadores repreendeu em dezembro a distribuidora Sony Pictures em uma carta, chamando o filme de "grosseiramente impreciso e enganoso", por sugerir que a tortura ajudou os Estados Unidos a capturarem Bin Laden em maio de 2011.

O Comitê de Inteligência do Senado também lançou uma revisão das relações da CIA com Bigelow e o roteirista Mark Boal.

Com Reuters

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