Senadores dos EUA pressionam CIA por filme sobre a morte de Bin Laden

Por Reuters |

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Comitê de Inteligência do Senado quer saber se agência deu informações equivocadas à diretora Kathryn Bigelow e ao roteirista Mark Boal, de "A Hora Mais Escura"

Reuters

Três senadores americanos, incluindo a presidente do Comitê de Inteligência do Senado, aumentaram a pressão sobre a CIA sobre sua resposta a "A Hora Mais Escura", um novo filme sobre a caçada a Osama bin Laden.

Em uma carta enviada à CIA e divulgada na quinta-feira, Dianne Feinstein, a líder do Comitê de Inteligência, o presidente do Comitê de Serviços Armados, Carl Levin, e o senador John McCain pediram à agência provas de que as "técnicas avançadas de interrogatório" produziram informação que ajudaram as autoridades americanas a localizar e a matar o líder da Al-Qaeda em maio de 2011.

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Imagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoJessica Chastain em "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoCena do filme de ação "A Hora Mais Escura". Foto: DivulgaçãoImagem do filme "A Hora Mais Escura". Foto: Divulgação

A carta é o mais recente ataque em uma batalha política renovada sobre as técnicas avançadas de interrogatório, que alguns comparam a tortura, desencadeadas pela estreia nacional de "A Hora Mais Escura" em 11 de janeiro. No Brasil, o filme estreia dia 18.

O filme mostra um detido sendo submetido a técnicas duras de interrogatório, que a administração do presidente George W. Bush depois abandonou, e sugere que essas técnicas foram utilizadas para a localização de Bin Laden, que esteve por trás dos ataques de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

No mês passado, em resposta a uma carta anterior dos senadores, o diretor da CIA, Michael Morell, disse em comunicado que parte das informações que levaram analistas da agência a concluírem que Bin Laden estava escondido em Abbottabad, no Paquistão, "veio de detidos submetidos a técnicas avançadas, mas também houve várias outras fontes".

Em sua última carta, enviada na segunda-feira, os parlamentares disseram que uma revisão do Comitê de Inteligência do programa de detenção e interrogatório pós-11 de Setembro da CIA determinou que um detido da agência, que forneceu as informações mais acuradas sobre um mensageiro, que levou a CIA até Bin Laden, "deu as informações antes de ser submetido a técnicas coercitivas de informação".

Um extenso relatório sobre a investigação, que o comitê aprovou no mês passado, continua altamente secreto.

Feinstein, Levin e McCain pediram que a CIA forneça provas que apoiem a afirmação de Morell de que informações úteis relacionadas à caça de Bin Laden vieram de detidos submetidos a técnicas duras, e se essas informações foram obtidas antes, durante ou depois dos interrogatórios avançados.

A divulgação da carta dos senadores foi feita um dia depois de a Reuters divulgar que o comitê de Feinstein estava revendo registros da CIA sobre as interações da agência com os cineastas Kathryn Bigelow e Mark Boal, de "A Hora Mais Escura", para saber se a agência havia lhes dado acesso "inapropriado" a material secreto.

A comissão também vai investigar se os agentes da CIA são responsáveis pela representação de práticas duras de interrogatório no filme e a implicação de que elas foram eficazes, disse uma pessoa familiar à questão.

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