Os 13 piores filmes de 2012

Volta de Ridley Scott à ficção científica, musical de rock oitentista e o grande fracasso da Disney estão na lista

iG São Paulo |

Apesar de sucessos como "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge" e "Os Vingadores" , o cinema amargou alguns fracassos em 2012. Seja pela bilheteria abaixo do esperado ou pelas produções de gosto duvidoso, alguns filmes simplesmente não decolaram.

O iG compilou os 13 piores filmes do ano.

"Prometheus": Um dos filmes mais aguardados de 2012, o prólogo da série "Alien" foi a grande decepção daqueles que acreditavam que seria a grande volta de Ridley Scott à ficção científica. Com roteiro frouxo e cheio de furos, a aventura estrelada por Noomi Rapace e Michael Fassbender reúne talvez o time de cientistas mais estúpido da história do cinema em cenas de ação entediantes.

"As Mil Palavras": Mais uma comédia que entra para a lista de fracassos de Eddie Murphy. Desta vez o astro interpreta um agente literário que, após uma trapaça, é amaldiçoado com uma árvore em seu quintal cujas folhas caem a cada palavra dita por ele. Quando a milésima delas cair, o personagem morrerá. Após o fracasso comercial nos EUA, cuja arrecadação não ultrapassou metade de seu orçamento, o filme foi lançado direto em DVD no Brasil.

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Fábio Assunção em "Totalmente Inocentes"

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"Totalmente Inocentes": Paródia brasileira dos filmes de favela, a primeira produção do gênero no País acabou marcada pela falta de piadas e criatividade. Apesar de ter um elenco estrelado, com nomes como Fábio Assunção e Ingrid Guimarães, o filme peca pela falta de tato ao tentar fazer graça com os "favela movies".

"John Carter: Entre Dois Mundos": Um dos filmes mais caros da história, a fantasia espacial da Disney não chegou perto de alcançar a bilheteria esperada pelo estúdio. Com um custo de US$ 250 milhões (R$ 524 milhões), a adaptação literária arrecadou pouco mais de US$ 280 milhões (R$ 586 milhões) - vale lembrar que os gastos na divulgação do longa foram de US$ 100 milhões (R$ 209 milhões). O desastre da história do soldado da Guerra Civil dos EUA que acidentalmente aparece no planeta Marte foi tanto que resultou na demissão do então presidente da Disney, Rich Ross.

"12 Horas": Primeiro filme dirigido pelo brasileiro Heitor Dhalia em Hollywood, "12 Horas" mostra a atriz Amanda Seyfried caçando um assassino em Portland. Apesar de seguir a cartilha de clichês dos suspenses, o longa sofreu críticas impiedosas nos EUA por causa, entre outras coisas, de seu final frustrante. Em entrevista ao iG, o diretor disse que quem deu as cartas foi o produtor, e alegou que a ele só restou obedecer a uma "ditadura".

"Cada Um Tem a Gêmea que Merece": Apesar de lançado em 2011 nos EUA, o público brasileiro só pôde conferir um dos piores filmes da carreira de Adam Sandler em fevereiro deste ano. A comédia, em que o ator interpreta um casal de gêmeos, é tão constrangedora que  bateu o recorde do Framboesa de Ouro , a premiação que celebra o pior de Hollywood, ao conquistar dez prêmios.

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Tom Cruise em "Rock of Ages - O Filme"

"Rock of Ages - O Filme": Inspirado no musical da Broadway, o filme não passou de um grande mico protagonizado por um elenco de estrelas, como Tom Cruise, Alec Baldwin e Catherine Zeta-Jones. Ao tentar recuperar clássicos do rock oitentista, como "I Want to Know What Love Is" e "Here I Go Again", o longa entrega releituras que não seriam aplaudidas nem em karaokê. Um vexame.

"Battleship - A Batalha dos Mares": Baseado no jogo Batalha Naval, o filme mostra o ator Taylor Kitsch e a cantora Rihanna como tripulantes de um navio preso no mar na companhia de naves alienígenas. Assim como ocorreu com outros filmes baseados em brinquedos da Hasbro, o roteiro fraco é preenchido com uma overdose de tiros, explosão e efeitos visuais. Para piorar, o diretor Peter Berg fez do projeto um tributo às forças armadas, com direito a cenas em centros de reabilitação de soldados lesionados.

"As Aventuras de Agamenon – O Repórter": Baseado no repórter criado pelos humoristas Hubert e Marcelo Madureira, do grupo Casseta & Planeta, a comédia estrelada por Marcelo Adnet abusa do humor raso, cheio de trocadilhos e piadas antiquíssimas (um exemplo: o nome do "psicoproctologista" Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo). As tentativas de fazer graça com efeitos que colocam o personagem ao lado de figuras históricas são tão frustrantes quanto seus trocadilhos.

"Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros": No mesmo período em que Steven Spielberg emplaca nos EUA a cinebiografia "Lincoln", Hollywood lança uma versão trash da história do mais famoso presidente norte-americano. Agora, além de responsável pelo fim da escravidão, o estadista passa suas horas vagas caçando vampiros. Anacrônica e pouco coesa, a produção não consegue estabelecer vínculo entre o público e o protagonista.

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Sam Worthington em "Fúria de Titãs 2"

"Fúria de Titãs 2": Se comparada ao primeiro "Fúria de Titãs" (2010), a sequência só conseguiu melhorar em relação ao 3D. No resto, a produção segue insistindo nos mesmos erros e adaptando mitos gregos sem o charme da produção original, de 1981. Novamente estrelado pelo fraco Sam Worthington, o longa mostra como o semideus Perseu ajuda os deuses a não caírem no esquecimento.

"O Pacto": Apesar de uma premissa interessante, o filme mostra o ator Nicolas Cage repetindo mais uma vez o papel de cidadão simplório que é vítima de algum esquema nebuloso e acaba envolvido em cenas de ação, tudo altamente previsível e recheado com diálogos banais. Cage, emulando seu lado canastrão, vive um professor que precisa lutar contra uma facção de justiceiros. Mais um filme que todo mundo já viu antes - inclusive protagonizado pelo mesmo ator.

"À Beira do Abismo": 2012 não foi um ano muito bom para Sam Worthington. Como "Fúria de Titãs 2", o thriller "À Beira do Abismo" traz o ator em uma bomba. A quantidade de clichês e os diálogos constrangedores não ajudam o astro de "Avatar" no papel de um homem à beira de uma janela, que ameaça se jogar. Após aguentar um amontoado de ideias surradas, o público precisa se contentar com um final previsível, que já era delineado antes da metade do filme.

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