Os erros e os acertos de Ang Lee

Relembre os melhores e os piores momentos da carreira do ousado e versátil diretor, em cartaz com "As Aventuras de Pi"

iG São Paulo |

Um drama ambientado na Guerra Civil norte-americana, um filme de artes marciais na Ásia do século 19, uma adaptação da obra de Jane Austen, uma famosa história em quadrinhos, uma comédia sobre o maior festival de música da história, um faroeste gay. Gêneros tão diferentes cabem na filmografia do versátil diretor taiwanês Ang Lee, em cartaz nos cinemas brasileiros com mais um projeto ousado: " As Aventuras de Pi ".

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Adaptação de um best-seller, o filme em 3D conta a história de um menino (o estreante Suraj Sharma) e de um tigre que, após sobreviverem a um naufrágio, se encontram à deriva em um bote salva-vidas. "Existem alguns truques clássicos: nunca fazer um filme com animais, crianças, água e 3D. Ignoramos tudo isso ", brincou o diretor.

Ainda não está claro se a aventura será um marco na carreira do diretor, que tem na filmografia grandes obras e outras fáceis de esquecer. Relembre os erros e os acertos de Ang Lee.

Reuters
O diretor taiwanês Ang Lee

ACERTOS

"O Segredo de Brokeback Mountain" (2005): Lee conquistou o Oscar de melhor diretor com este sensível filme sobre o secreto relacionamento amoroso entre dois caubóis americanos, interpretados por Heath Ledger e Jake Gyllenhaal. A produção levou outras duas estatuetas (trilha sonora e roteiro adaptado), mas perdeu a de melhor filme para “Crash”, de Paul Haggis, no que é considerado um dos maiores erros da Academia. A ousadia em inserir personagens homossexuais no gênero faroeste, historicamente associado a machões, foi aprovada também pelo público: com orçamento de US$ 14 milhões, "Brokeback Mountain" arrecadou mais de US$ 178 milhões em todo o mundo.

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"O Tigre e o Dragão" (2000):  Espetaculares cenas de artes marciais são o destaque do filme, ambientado no início do século 19, sobre um guerreiro em busca de sua espada perdida. Falado em mandarim, a produção mistura a estética oriental com a coreografia high-tech de produções como "Matrix", tornando-se um enorme sucesso comercial. A bilheteria mundial foi de US$ 213 milhões, valor muito superior ao orçamento de US$ 17 milhões. A produção venceu quatro Oscars  (direção de arte, fotografia, filme estrangeiro e trilha sonora) e foi indicado a outros seis, incluindo melhor diretor e melhor filme.

Razão e Sensibilidade (1995): Adaptação do romance de Jane Austen publicado em 1811, conta a história de duas irmãs órfas que se veem forçadas a mudar para o campo e lá encontram o amor. Com bilheteria de US$ 134 milhões no mundo, deu o Oscar de melhor roteiro adaptado para a atriz Emma Thompson, que também estrela a produção, junto com Kate Winslet e Hugh Grant. De acordo com o site Rotten Tomatoes, que monitora a crítica cinematográfica americana, 98% das resenhas foram elogiosas.

ERROS

Aconteceu em Woodstock (2009): Não é nenhuma bomba, mas decepciona ao fazer um retrato apenas correto do festival de 1969, sem o frescor e a energia que o caracterizou. Lee conta a história de Elliott, um norte-americano que colaborou para a realização do festival ao oferecer o motel de seus pais aos organizadores. De acordo com o Rotten Tomatoes, é o filme de Lee com a pior avaliação entre os críticos: 49% das resenhas foram negativas. Além disso, o filme não conseguiu se pagar: custou US$ 30 milhões, mas faturou menos de US$ 10 milhões.

Hulk (2003): Ao adaptar a história do herói verde da Marvel Comics para o cinema, Ang Lee buscou fazer um estudo psicológico do personagem e ir mais fundo em suas relações. Para alguns fãs, foi uma sacada original. Para muitos outros, porém, faltou ação e sobrou blá blá blá. Anos depois, em entrevista ao site Vulture, o próprio diretor afirmou: “Eu deveria ter me divertido mais em vez de fazer todo aquele psicodrama”. Ainda assim, "Hulk" foi um sucesso de bilheteria: custou US$ 137 milhões e faturou R$ 245 milhões.

Cavalgada com o Diabo (1999):  Tobey Maguire e Skeet Ullrich interpretam dois amigos de infância que entram para um guerrilha pró-sulista durante a Guerra Civil Americana. As belas imagens do conflito não compensaram a história pouco envolvente, e o filme foi um fracasso de bilheteria: custou R$ 38 milhões, mas fez apenas US$ 635 mil nos Estados Unidos.

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