"É um filme difícil de assistir", diz estrela de "A Hora Mais Escura"

Leia entrevista com Jessica Chastain, cotada para o Oscar pelo papel de uma agente da CIA que desempenhou importante papel na captura de Osama bin Laden

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Jessica Chastain carrega o peso de estrelar um dos filmes mais aguardados do ano, " A Hora Mais Escura ", sobre a caçada de dez anos que culminou na morte de Osama bin Laden .

Os críticos afirmam que Chastain está perfeita como Maya, personagem baseada em uma agente da CIA que desempenhou um papel importante no rastreamento de Bin Laden até seu esconderijo no Paquistão.

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Divulgação
Jessica Chastain em "A Hora Mais Escura"

Enquanto o filme estreia nos EUA na quarta-feira, Chastain, que é apontada como uma provável indicada para o Oscar de melhor atriz pelo papel, conversou com a Reuters sobre interpretar uma personagem que ela não podia conhecer e por que o filme é um ponto de vista importante sobre o papel dos Estados Unidos.

O que você pensou quando viu esse filme terminado?

Foi um filme difícil para mim de assistir, porque há muita responsabilidade em interpretar essa mulher. Acho que ela é incrível. E eu não queria mudar a história dela ou fazê-la em uma versão de Hollywood, com muita maquiagem. Eu não quis banalizar o que ela fez. Quero que ela goste, mas não sei se ela algum dia o verá.

Como você interpretou alguém que nunca viu?

Foram três meses de trabalho com o (roteirista) Mark Boal, fazendo pesquisa, lendo e conversando com pessoas. E aí qualquer coisa que não pude resolver com pesquisa, como qual era o doce favorito dela - porque quando estamos no exterior temos algo que fazemos quando sentimos saudades de casa -, tive de responder eu mesma a questão.

Boal não deu muitos detalhes sobre ela?

Tivemos de protegê-la porque ela é uma agente secreta da CIA, ainda na ativa.

O que mais você sabia sobre ela?

R. Quando terminamos o filme, o livro " No Easy Day ", do Navy Seal, foi lançado (trata-se de um relato em primeira pessoa feito por um dos militares que participou da operação que matou Bin Laden). Corri para lê-lo porque eu pensava: "Preciso saber se minha personagem está no livro!". E eles falam sobre Jen, uma jovem da CIA. Bem, tudo batia. Ela foi a única que disse 100% "ele está lá". Eles falam sobre como ela ficou nisso por uma década e eles por 40 minutos. Eles afirmam que ela chorava no avião depois.

Durante as filmagens, você chegou a ficar preocupada com relação à sua segurança e com a possibilidade de o filme ser mal interpretado?

Como atriz, você sempre se preocupa com isso. Porque você pensa: talvez alguém assistirá ao filme e não entenderá a diferença entre a atuação e a realidade. O bom é o que (a diretora) Kathryn (Bigelow) e Mark fizeram, eles não fizeram um filme de propaganda. Eles tentaram fazê-lo o mais autêntico possível e respeitoso com o evento histórico de fato. Isso inclui mostrar as técnicas de interrogação intensa utilizadas. Não é um filme que termina com uma resposta e acho isso forte.

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