Primeiras críticas de "O Hobbit" atacam a duração e o formato do filme

Maioria das resenhas publicadas nesta terça vê o uso de 48 quadros por segundo como algo ruim, mas concorda que a aventura agradará aos fãs

iG São Paulo |

Com o término do embargo feito pela Warner após as primeiras exibições de "O Hobbit: Uma Jornada Inesperada", realizadas na Nova Zelândia e Austrália, começaram a surgir as críticas do primeiro filme da trilogia baseada no livro "O Hobbit".

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"O jeito academicamente minucioso com que Peter Jackson conta a história faria com que "O Mágico de Oz" demorasse uma hora para sair do Kansas", escreveu Todd McCarthy, do The Hollywood Reporter. "Diferentemente do que acontece com os DVDs, que oferecem uma versão do diretor estendida, esse poderia lançar uma 'versão condensada do diretor', com a duração de um filme normal".

Além da duração, outro ponto abordado pelos críticos foi a opção do diretor em filmar tudo em 48 quadros por segundo, sendo o normal utilizado de 24 quadros. O objetivo, segundo Jackson, seria proporcionar ao público o dobro de detalhes nas imagens exibidas, aproximando a experiência da forma como exergamos o mundo real.

"Me senti como se assistisse à novelas da tarde em HD, transmissões ruins da BBC ou teatros de contos de fadas de 1985, tudo com uma clareza surpreendente e cheio de hobbits", disse o editor do Movieline, Jen Yamato, em um texto cujo título é "'O Hobbit' em 48 quadros: um fiasco em alta definição?".

Nas palavras de Peter DeBruge, da revista Variety, "tudo ganha uma qualidade exageradamente artificial, em que a falsidade dos cenários e figurinos torna-se óbvia".

Em defesa da escolha, Peter Jackson disse ao The Huffington Post que sua experiência com os 48 quadros é que "o filme se torna uma verdadeira maravilha de se ver, mas leva algum tempo para se acostumar ao formato".

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Apesar das críticas negativas relacionadas a opção técnica do cineasta e a duração do filme, a maioria concordou que "O Hobbit" vai agradar aos fãs da trilogia "O Senhor dos Anéis".

"Os dois atos finais do filme são como uma montanha-russa de aventura desenfreada tão envolventes quanto qualquer coisa que Peter Jackson fez na trilogia anterior", afirmou Rodrigo Perez, do The Playlist. "Épico, grandioso e emocionalmente apelativo como os filmes anteriores, 'O Hobbit' não se afasta muito do modelo, mas seu passeio emocionante é um dos mais agradáveis, emocionante e envolvente do ano".

"O Hobbit: Uma Jornada Inesperada" estreia no Brasil no dia 14 de dezembro. Apenas algumas salas no País exibirão o filme no formato de 48 quadros por segundo.

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