Tim Burton volta ao seu passado em "Frankenweenie"

Com teor autobiográfico, animação em preto e branco reedita curta-metragem dos anos 1980

Guss de Lucca - iG São Paulo |

Em 1984, o jovem animador Tim Burton foi demitido da Disney. O motivo, de acordo com o estúdio, foi um curta-metragem tão sombrio e assustador que as crianças não assistiriam. O filme em questão era "Frankenweenie", uma homenagem ao clássico "Frankenstein" em que o cientista e o mostro eram substituídos por um menino e seu cachorro recém-atropelado.

Quase três décadas depois, Burton lança uma versão em animação stop-motion da história – agora, com total consentimento da mesma Disney. Isso, além da trama em si, faz de "Frankenweenie" o trabalho mais pessoal do diretor.

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Divulgação
O cineasta Tim Burton

A história é simples. Após perder o cachorro Sparky, o inconsolável Victor Frankenstein resolve tentar ressuscitá-lo, inspirado por uma experiência vista em sua aula de ciências. O problema do garoto começa ao tentar esconder do mundo seu experimento – algo difícil se tratando de um cachorro.

Veja também: Tim Burton apela a lembranças de infância em "Frankenweenie"

Com a feira de ciências da escola para acontecer, a invenção de Victor acaba cobiçada por outros alunos, que resolvem competir entre si para ver quem vai acabar com o troféu. É a partir desse ponto que o filme fica divertido, com a plateia acompanhando as desastrosas tentativas de repetir o sucesso do menino.

Outro ponto interessante consiste em prestar atenção às homenagens feitas por Burton a clássicos do terror , como o Lobisomem, o Godzila e seu ator preferido, Vincent Price. E, para os fãs do diretor, vale notar algumas semelhanças da animação com seus trabalhos anteriores, caso de "Edward Mãos de Tesoura" (1990).

Veja também: Tim Burton: bem nas bilheterias, mal de crítica

Ao término da projeção, fica difícil entender o receio da Disney em lançar o filme de 1984. O fim da história escrita por Burton não foge em nada ao padrão "família" da empresa. E ainda assim segue uma constante nos trabalhos do diretor, que acerta em cheio no visual, mas fica devendo no roteiro.


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