Norueguês "Oslo, 31 de Agosto" conquista pelo minimalismo

Roteiro mostra um dia na vida de um homem que ao sair de uma clínica de reabilitação

Mariane Morisawa - especial para o iG |

“Oslo, 31 de Agosto”, dirigido pelo dinamarquês radicado na Noruega Joachim Trier e exibido no Festival do Rio , tem uma história simples: depois de meses passados numa clínica de reabilitação, Anders (Anders Danielsen Lie) sai para as ruas de Oslo por um dia, disposto a retomar sua vida.

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Divulgação
Cena do filme 'Oslo, 31 de Agosto', de Joachim Trier

O que ele encontra é estranhamento, mesmo sendo a cidade onde sempre viveu. Seus amigos, até os mais próximos, o tratam de forma estranha, com certa cautela. A irmã não quer vê-lo. A ex não atende aos seus chamados. A entrevista de emprego vai mal. Anders é um estrangeiro em seu próprio círculo.

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Tudo é contado de forma minimalista, sem firulas de câmera, com grandes silêncios, sem melodrama, apenas melancolia. Mas, ainda assim, com muita força nas imagens, no roteiro, na atuação de Danielsen Lie, um daqueles rostos que parece de ninguém pois é de todos nós.

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O Anders descrito pelos conhecidos e amigos não é o Anders que vemos na tela, um sujeito discreto, tímido, ensimesmado, triste. Quem dera todas as “jornadas num dia na vida de...” fossem assim.

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