Em novo filme, Domingos Oliveira prova que seu forte ainda são os diálogos

"Primeiro Dia de um Ano Qualquer" traz amigos discutindo as relações sociais brasileiras

Mariane Morisawa - especial para o iG |

Os filmes de Domingos Oliveira são sempre filmes de Domingos Oliveira. “Primeiro Dia de um Ano Qualquer”, em competição na Première Brasil do Festival do Rio , é mais um longa-metragem com a marca do cineasta.

No primeiro dia do ano, numa casa na região serrana do Rio, um grupo de amigos, convidados de Consuelo (Maitê Proença), uma famosa atriz de televisão, conversam sobre o amor e a vida e deixam explícitas as relações sociais brasileiras. “Há vidas que não valem a pena ser vividas”, diz Napoleão, personagem vivido pelo próprio cineasta.

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A câmera dança ao redor dos personagens, a câmera lenta intensifica a dramaticidade, dando um acabamento mais polido a esta obra de Domingos Oliveira. Porém o forte são mesmo os diálogos entre os personagens, que falam sem parar, naquele tom “lá em casa”, como se fosse espontâneo, improvisado mesmo.

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Maridos vêm e vão, amores vêm e vão, mas, apesar da expectativa, o mundo não acaba. Poderia ser melhor se algumas situações não fossem tão forçadas, como a empregada que instantaneamente se encanta por um dos convidados.

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