Do figurino à sequência das cenas, tudo está errado em “Dores de Amores”

Filme retrata discussão de relacionamento de casal com problemas sexuais

Mariane Morisawa - especial para o iG |

Um dia depois de apresentar “O Som ao Redor” , aquele que seria, disparado, o favorito absoluto para conquistar o troféu Redentor, a Première Brasil no Festival do Rio exibiu seu pior filme, também disparado. “Dores de Amores”, estreia de Raphael Vieira na direção de longas-metragens, apresentado na noite do domingo (7) no cine Odeon, é um equívoco do início ao fim.

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Baseado na peça de Leo Lama, encenada vários anos atrás por Malu Mader e Taumaturgo Ferreira, agora coloca Fabiula Nascimento e Milhem Cortaz como o casal que não consegue mais transar (por dificuldade dele) e briga à toa. A solução, para ela, viria da penetração de seu parceiro por um sex toy. Claro que ele vai achar muito estranho.

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O texto tem uma ou outra fala engraçada, para quem achar uma DR de 77 minutos divertida. Mas, tirando isso, sobra muito pouco. Não dá para saber em que ordem as coisas estão acontecendo, porque não existe ligação entre as sequências e há alguns erros graves de continuidade – o que acontece com o consolo colocado no criado-mudo para “assustar” o protagonista masculino? Do nada, os artistas osgemeos aparecem grafitando um vagão de trem abandonado e o personagem de Milhem Cortaz está lá. Fazendo o quê? Nada, só deixando o filme “mais bonito”.

As cenas são construídas de forma atabalhoada, como esquetes e não filme, prejudicando os atores. Até problemas de figurino e direção de arte, “Dores de Amores” tem. Assim fica difícil entender o que ele está fazendo na competição de um dos maiores festivais do Brasil.

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