Filme sobre Hélio Oiticica é importante documento, mas falta-lhe direção

Artista tem a sua trajetória relembrada por meio de fitas-cassete históricas e de depoimentos próprios

Mariane Morisawa - especial para o iG | - Atualizada às

Divulgação
Cena do documentário 'Hélio Oiticica'

Hélio Oiticica não é só um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira, mas de todo o mundo. Com seus penetráveis (instalações que exigiam a interação com o visitante, que podia caminhar por dentro delas) e parangolés (obras para vestir), revolucionou o cenário.

Ele é o tema do documentário “Hélio Oiticica”, dirigido por seu sobrinho, Cesar Oiticica Filho, e exibido dentro da competição da Première Brasil do Festival do Rio , no final da tarde desta sexta-feira (5), no cine Odeon.

Como documento, “Hélio Oiticica” é brilhante, ainda mais depois da destruição de grande parte de seu acervo, num incêndio em 2009. O filme é a única maneira de ver alguns de seus trabalhos destruídos pelo fogo.

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Por meio dos tapes históricos – fitas-cassete em que ele dialogava com seus amigos – e de outros depoimentos do próprio artista, o filme apresenta a história de Hélio Oiticica por Hélio Oiticica, sempre muito ligado à cultura dos morros e das ruas do Rio de Janeiro, apesar de ter morado em Londres e Nova York também.

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Ali está esboçado também um panorama das artes brasileiras nos anos 1960 e 1970. Mas falta ao documentário uma direção, talvez até porque seu objetivo era juntar todo o precioso material disponível. E, assim, como cinema, “Hélio Oiticica” não chega a alcançar todo o seu potencial.

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