"Éden" escapa da irrelevância ao discutir religião e violência

Filme traz Leandra Leal como uma grávida que vê seu marido assassinado e é acolhida por um pastor de igreja

Mariane Morisawa - especial para o iG |

Divulgação
Cena de 'Éden', exibido no Festival do Rio 2012

Oitavo longa a ser exibido na competição de ficção da Première Brasil do Festival do Rio 2012 , “Éden”, de Bruno Safadi, apresentado no cine Odeon na noite desta sexta-feira (5), é o mais ambicioso esteticamente, com seus planos poéticos e silêncios profundos e uma fotografia (de Lula Carvalho) que por vezes evoca filmes de terror.

Tudo para mostrar a dúvida de Karine (Leandra Leal, primeira grande candidata ao prêmio de melhor atriz), que, grávida, vê seu marido ser assassinado. Ela e seu irmão (Júlio Andrade) são acolhidos por um pastor da Igreja do Éden (João Miguel). Desde o início, ela tem hesitação em abraçar a causa, mas, abalada, acaba aceitando a ajuda. Porém, à medida que a gravidez avança, seu desconforto aumenta.

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A sinopse é curta, mas, com esse fiapo de trama, “Éden” discute a relação de violência e pobreza sem fazer disso o assunto principal. Com a religião, o questionamento é mais explícito, especialmente dos modos de se aproveitar da tragédia para conseguir novos adeptos e do sufocamento que pode provocar.

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“Éden” é um filme de hoje, e suas imagens transmitem sensações, quase captam os cheiros. Pode não ser brilhante, mas, focado, não cai na irrelevância de seus companheiros de competição até agora, aptos a serem esquecidos poucas horas depois da exibição.

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