"Busca Implacável 2" mantém a adrenalina, mas perde a originalidade

Filme mostra Liam Neeson novamente como o agente que persegue criminosos sem tréguas

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O cineasta francês Luc Besson dominou faz tempo o espírito hollywoodiano de fazer filmes de ação, apesar da marca francesa que imprime a seus trabalhos. Em 2008, quando produziu e roteirizou "Busca Implacável", comprovou mais uma vez o fato em uma história característica, tanto na forma quanto no conteúdo, dos thrillers tão caros ao universo de Hollywood.

No papel do espião aposentado Bryan Mills, o celebrado ator irlandês Liam Neeson foi até Paris para encontrar sua filha Kim (Maggie Grace), então sequestrada por uma máfia albanesa para ser vendida como escrava sexual.

Depois de destruir metade da Cidade-Luz e mandar os criminosos para o necrotério, o herói encerrou o primeiro filme com muito sangue nas mãos, mas com a família recuperada. E será exatamente por causa desse sangue que Luc Besson traz às telas esta sequência direta do original, "Busca Implacável 2", igualmente produzida e corroteirizada por ele.

Com a tônica da vingança em primeiro plano, os familiares albaneses dos criminosos torturados e assassinados, liderados por Murad Krasniqi (Rade Serbedzija), planejam sequestrar Mills, em férias com sua mulher Lenore (Famke Janssen) e a filha em Istambul.

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As ruas de Istambul passam, então, a ser palco das lutas, tiroteios e perseguições altamente inflamáveis, provocadas pelo esforço do ex-agente da inteligência americana em sair dali com a família. Cenas ágeis que Besson sabe fazer com vigor e seu amigo, o diretor convidado Olivier Megaton, aprendeu a filmar com competência em "Carga Explosiva 3".

Como sequência, "Busca Implacável 2" perde o frescor da originalidade. Mas não é por isso que o novo filme fica muito abaixo de seu antecessor. Enquanto o primeiro possuía um ritmo acelerado e virtuoso, potencializado por diálogos furiosos, a continuação perde essa força. Até Liam Neeson, que conseguia injetar drama mesmo durante a pancadaria, mostra-se visivelmente mais retraído aqui.

Besson tem dedicado seu tempo como diretor a outros projetos mais pessoais, como "Além da Liberdade" , biografia sobre a militante birmanesa Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz de 1991, e a animação infantil "Arthur e os Minimoys", que também virou franquia. Trabalhos estes que demonstram a diversidade do cineasta e sua competência, que vão muito além das falhas de "Busca Implacável 2".

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