Diretor de "Lemon Tree", Eran Riklis situa história com ares de novela no início dos anos 80

Entre os mais de 300 títulos do último Festival de Toronto, “Zaytoun”, de Eran Riklis, ficou em terceiro lugar na votação do público – perdeu apenas para “Silver Linings Playbook” e “Argo” , dois filmes cotadíssimos para o Oscar 2013 . Isso deveria dizer muito sobre o longa exibido no Festival do Rio . Só que não.

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A história se passa durante os conflitos no Líbano em 1982. O menino palestino Fahed (Abdallah El Akal), apelidado de Zico por suas habilidades futebolísticas, vive com o pai e o avô num casebre num campo de refugiados. O maior desejo de seu pai é voltar à sua cidade natal, na antiga Palestina, hoje Israel, e à sua casa, da qual guarda a chave e onde planeja plantar uma muda de oliveira da qual cuida religiosamente. Um ataque aéreo israelense acaba com o sonho.

Fahed se rebela e acaba juntando-se aos combatentes palestinos, que fazem refém um piloto inimigo, Yoni (Stephen Dorff). A animosidade entre Yoni e Fahed é instantânea, mas, depois de viver novas tragédias, o garoto aceita a proposta de libertá-lo em troca de uma passagem para o lado de lá da fronteira, proibido aos palestinos. Nasce ali uma amizade em que palavras como terrorista e xingamentos não fazem mais sentido.

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O filme tem uma levada meio “Central do Brasil”, mas suas cenas são tão artificiais que às vezes parecem novela. Da metade para o final, com Yoni e Fahed na estrada, a coisa melhora. Dá para entender que seu sentimentalismo tenha conquistado o público canadense, mas, em termos de cinema, “Zaytoun” poderia ser bem melhor.

Programação no Festival do Rio – confirme os horários antes de sair de casa
Sexta (5), às 21h30, no Estação Sesc Rio 2. Domingo (7), às 20h, no Estação Vivo Gávea 5. Quarta (10), às 14h e 19h, no Kinoplex Leblon 4.

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