"Entre Vales" é uma história de descida ao inferno sem grande novidade

Filme dirigido por Philippe Barcinski mostra economista que acaba trabalhando em um lixão

Mariane Morisawa - especial para o iG |

O diretor Philippe Barcinski ganhou muitos prêmios com seus curtas-metragens, como “Palíndromo”, que apontavam para um futuro ousado e promissor. Seu primeiro longa, “Não por Acaso”, era correto, com uma ambição de captar esteticamente a loucura paulistana, mas não chegou a ser inesquecível. “Entre Vales”, que está na competição da Premiere Brasil no Festival do Rio , é direitinho e, de novo, pouco memorável.

Siga o iG Cultura no Twitter

Angelo Antonio é Vicente, economista envolvido com a construção de um lixão. Seu casamento com a dentista Marina (Melissa Vettore) vai mal, mas ele tem uma relação bacana com o filho Caio (Matheus Restiffe). Como acontece na vida, algo dá errado, porque Vicente, hoje, está no lixão que construiu, só que como catador. E isso não é contar o final.

Tramas sobre descidas ao inferno não são incomuns no cinema, e “Entre Vales” acaba sofrendo um pouco com essa falta de novidade, até porque não avança o suficiente em termos de dramaturgia, emoção ou estética, apesar de ter uma fotografia muito bonita, como sempre, assinada por Walter Carvalho.

Leia também: "Zaytoun" narra amizade entre garoto palestino e piloto israelense

O jogo de montagem, alternando as cenas do passado e do presente, chega a atrapalhar, porque não é preciso ser gênio para imaginar o que deu errado ali. Barcinski conta sua história de forma satisfatória, mas falta ousadia e uma certa sustança para ultrapassar essa barreira.

    Leia tudo sobre: festival do rioentre valescinema

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG