Desajeitado, filme "A Coleção Invisível", com Vladimir Brichta, se perde

Longa de estreia do francês radicado no Brasil Bernard Attal se passa no interior da Bahia

Mariane Morisawa - especial para o iG |

É uma pena ver mais uma boa ideia desperdiçada no cinema nacional. “A Coleção Invisível”, de Bernard Attal, exibido na noite da terça-feira (2) na competição da Première Brasil no Festival do Rio , fala de grandes temas, como beleza e arte, decadência, amor, família, autodescoberta, mas de forma tão desajeitada que toda sua importância se perde.

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Francês radicado no Brasil, Attal adapta um conto de Stefan Zweig, passado originalmente na Alemanha em crise na década de 1920, para a realidade atual da zona cacaueira baiana. Há um certo maravilhamento do estrangeiro mesmo quando a miséria é evidente.

Vladimir Brichta é Beto, um sujeito festeiro abalado quando perde os amigos num acidente com um carro que ele deveria estar dirigindo. Sua relação com a mãe é conflituosa, não se sabe bem por quê. O pai deixou dívidas da sua loja de antiguidades, e Beto vê como saída recuperar gravuras vendidas quase 40 anos atrás a um fazendeiro de cacau (Walmor Chagas).

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Sua mulher e sua filha reagem mal à proposta, de forma despropositada – mas, arrá, no fim o mistério é desvendado. As coisas são tão mal conduzidas que a sequência final, melancólica, apesar de transformadora para Beto, provocou risos em vez de comoção na sessão de gala no cine Odeon.

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