"Ruby Sparks - A Namorada Perfeita" é uma comédia romântica esperta

Escrito pela protagonista Zoe Kazan, roteiro segue garota da ficção que salta para a vida real

Mariane Morisawa - especial para o iG |

As comédias românticas normalmente são aquela bobagem sem fim. Tanto que as comédias românticas masculinas, ou “bromances”, acabaram sendo mais inovadoras e divertidas. Mas “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita”, exibido no Festival do Rio e dirigido por Valerie Faris e Jonathan Dayton, o mesmo casal por trás de “Pequena Miss Sunshine”, tem um roteiro esperto escrito pela atriz Zoe Kazan, neta de Elia Kazan.

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Ela criou uma fábula sobre o escritor Calvin Weir-Fields (Paul Dano, namorado de Zoe na vida real e ator de “Pequena Miss Sunshine”), com bloqueio criativo e sem sorte no amor, que cria a namorada ideal na ficção, meio na linha “Pigmalião”. Só que, um belo dia, Ruby (Zoe Kazan) vira realidade e aparece no meio da cozinha.

O irmão de Calvin (Chris Messina) não acredita, até ver que a moça não é fruto de uma imaginação fértil nem de loucura pura e simples. Os dois também observam como a mãe (Annette Bening) mudou depois de começar um namoro com Mort (Antonio Banderas).

Acesse o especial do Festival do Rio

“Ruby Sparks” poderia facilmente enveredar pelo tom de conto de fadas, mas os diretores tratam tudo de forma realista, sem sobressaltos. O filme acredita no mínimo de inteligência por parte do público e fala tanto de como tentamos moldar o ser amado aos nossos ideais quanto das dificuldades de criar uma obra artística. Tem seus problemas de ritmo – e não adianta tentar fazer sentido de cada pedacinho. Melhor embarcar na história e pronto.

Programação no Festival do Rio – confirme os horários antes de sair de casa
Domingo (30), às 21h30 no Kinoplex Leblon 4. Terça (2), às 14h e 19h, no Kinoplex Tijuca 4. Sábado (6), às 17h40 no Estação Vivo Gávea 4. Domingo (7), às 19h30 no Cine Carioca.

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