"Infância Clandestina" vai representar a Argentina no Oscar 2013

Feito em coprodução com Brasil e Espanha, longa de Benjamín Ávila aborda ditadura militar

iG São Paulo com EFE |

O filme "Infância Clandestina", com direção de Benjamín Ávila, foi escolhido pela Academia de Cinema e Arte Audiovisual da Argentina para representar o país no Oscar 2013 . O Brasil é um dos coprodutores do longa-metragem, também feito em parceria com a Espanha, mas ainda não há previsão de estreia no território nacional.

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Protagonizado por Natalia Oreiro, Ernesto Alterio, Cesar Troncoso e o garoto Teo Gutiérrez Romero,  "Infância Clandestina" venceu por um voto "O Último Elvis", de Armando Bo.

"Estava muito contente com a recepção do público e sabíamos que o filme era capaz de agradar as pessoas, mas nunca se sabe essas coisas", declarou Benjamín Ávila após saber a decisão da Academia de Cinema argentina, presidida pelo diretor Juan José Campanella.

O filme é centrado na história de uma criança de 12 anos, filho de um casal que milita na organização guerrilheira Montoneiros durante a ditadura militar argentina, que se estendeu de 1976 a 1983.

O argumento é baseado em feitos reais, "mas não autobiográfico", explicou Ávila, que aborda parte de sua experiência pessoal como filho de militantes e neto "recuperado" pelas Avós de Praça de Maio.

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Exibido na última edição do Festival Internacional de San Sebastián, "Infância Clandestina" venceu no último fim de semana o prêmio de melhor filme do primeiro Festival Internacional de Cinema da União de Nações Sul-americanas (Unasul), realizado na cidade de San Juan (Argentina).

Em maio, o filme de Ávila também foi exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes , onde foi muito elogiado.

O anúncio dos indicados ao Oscar 2013 será realizado em 10 de janeiro.

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