Morre Herbert Lom, astro de "A Pantera Cor-de-Rosa"

Ator tinha 95 anos e interpretou o inspetor-chefe Charles Dreyfus nos filmes

Reuters |

Reuters

Divulgação
Herbert Lom em 'O Retorno da Pantera-Cor-de-Rosa'

O astro do cinema Herbert Lom, mais conhecido como o lunático inspetor-chefe Charles Dreyfus nas comédias "A Pantera Cor-de-Rosa", morreu aos 95 anos nesta quinta-feira (dia 27).

O agente do ator nascido na República Tcheca não confirmou a causa, mas disse que ele morreu de forma tranquila, durante o sono. Lom morava em Londres.

Siga o iG Cultura no Twitter

Nascido em uma família aristocrática pobre em Praga, em 1917, ele encurtou seu nome complicado para Lom e apareceu em vários filmes feitos localmente até emigrar para a Grã-Bretanha antes da Segunda Guerra Mundial e fixar residência no país. Lá, ele construiu uma carreira que abrangeu mais de 100 filmes e incluiu uma boa parcela de vilões.

"Aos olhos dos ingleses, todos os estrangeiros são sinistros", teria dito Lom, resignadamente, em 1991.

Lom interpretou Napoleão Bonaparte duas vezes, incluindo em "Guerra e Paz", de 1956, ao lado de Henry Fonda e Audrey Hepburn, e o rei de Sião na primeira produção londrina do musical "O Rei e Eu", em 1953.

Dois anos mais tarde, colaborou com Peter Sellers na comédia de humor negro "Matadores de Velhinhas", e eles trabalhariam juntos novamente em 1960 e 1970 na série "A Pantera Cor-de-Rosa".

Nela, Lom era o cada vez mais enlouquecido Dreyfus, ao lado do desafortunado inspetor Clouseau, e o sucesso de seu personagem se deveu muito às improvisações próprias de Lom.

Em uma entrevista para o jornal The Independent, em 2004, Lom lembrou que foi ele quem inventou o tique nervoso de Dreyfus, que se tornou sua marca registrada.

"Eu comecei a piscar de nervosismo, e não conseguia parar", disse ele. "Não estava no roteiro, mas (o diretor) Blake Edwards adorou. Mas se tornou um problema. Fiz esses filmes por 20 anos, e depois de 10 anos, eles ficaram sem bons roteiros."

"Eles costumavam dizer: 'Herbert, pisca aqui, pisca. E eu disse, 'Eu não vou piscar. Você escreva uma boa cena e eu não vou ter de piscar'."

Lom também escreveu dois romances, "Enter a Spy", publicado em 1971, e "Dr. Guilhotina", em 1993.

    Leia tudo sobre: herbert lompantera cor de rosacinema

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG