"Looper - Assassinos do Futuro" é thriller eletrizante sobre viagens no tempo

Roteiro bem construído é o trunfo do longa estrelado por Bruce Willis e Joseph Gordon-Levitt

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Tema recorrente na literatura e no cinema, a viagem no tempo atiça a imaginação do público que quer vislumbrar os avanços da ciência no futuro ou testemunhar encontros com criaturas do passado, como os dinossauros.

O paleontólogo George Gaylord Simpson enviou seu personagem, um pesquisador, para uma viagem sem volta para o período cretáceo no livro cult "A Descronização de Sam Magruder"; H.G Wells preferiu visitar um futuro que se mostrou totalitário em "A Máquina do Tempo"; já Ray Bradbury comprovou como uma viagem ao passado para caçar dinossauros pode alterar o futuro em "Um Som de Trovão".

Com exceção da obra de Simpson, as outras foram adaptadas para o cinema com resultados inferiores ao original em papel.

O diretor Rian Johnson retoma o tema numa coprodução com a China em "Looper - Assassinos do Futuro", ficando mais próximo da ideia de Bradbury, de que alterar o passado pode ter um efeito sem volta sobre o futuro. Para o bem e para o mal.

É isso que Joe (Joseph Gordon-Levitt), membro de um grupo de exterminadores pagos para matar vítimas enviadas do futuro, vai descobrir sozinho, quando ficar cara a cara consigo próprio 30 anos mais velho, despachado do ano de 2072 para sua morte.

No futuro a técnica que permite viagens no tempo já foi dominada, mas elas são proibidas. Mesmo assim, um homem misterioso, que comanda um grupo de matadores, utiliza-se da tecnologia para eliminar seus desafetos sem deixar vestígios.

Divulgação
Joseph Gordon-Levitt em "Looper – Assassinos do Futuro"

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As vítimas são enviadas para o passado, em 2042, onde são eliminadas por loopers, uma espécie de milicianos recompensados com barras de prata pelas encomendas que executam. Joe vem guardando suas barras de prata para realizar o sonho de viver na França.

As missões são cumpridas num piscar de olhos, assim que os condenados, amarrados e vendados, se materializam na sua frente. É um trabalho rápido, autorizado e que não deixa sequelas nos novos carrascos, todos jovens e hedonistas.

Joe possui um carro conversível, seu amigo Seth (Paul Dano), uma moto voadora. Frequentam baladas e aumentam a adrenalina com gotas de um colírio alucinógeno.

Um dia, no horário agendado para mais uma execução, a futura vítima demora mais que o previsto para se materializar. Quando isso ocorre, o homem (Bruce Willis) está sem vendas e desamarrado. O inusitado da situação faz com que Joe vacile e permita a reação e fuga do prisioneiro. O fugitivo é ele próprio, 30 anos mais velho, agora solto no passado e com planos de não se entregar.

O roteiro bem construído pelo próprio diretor, sem pontas soltas, é a garantia de um thriller eletrizante em que, aos poucos, vão ser conhecidas informações importantes sobre o futuro de Joe e os motivos que o levaram a fugir.

Novos personagens surgem e a vida de cada um deles pode ser alterada dependendo da ação do Joe do passado ou do Joe do futuro. É lançada também alguma luz sobre o que ocorre em 2072 e como surgiu esse método brutal de acerto de contas.

Conhecer a identidade de Bruce Willis não atrapalha em nada o sucesso da trama e não tira do espectador o prazer da descoberta. O que interessa são os motivos de sua fuga e por que ele precisa da ajuda de sua versão mais jovem para executar um plano que mudará o futuro não só dele, mas de outras pessoas que também estão marcadas para morrer.


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