Ministério da Justiça nega pedido de censura ao filme "Ted"

Longa sobre ursinho de pelúcia drogado motivou protestos do deputado federal Protógenes Queiroz

iG São Paulo |

O Ministério da Justiça do Brasil nega que vá censurar o filme "Ted" , após protesto do deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP).

Após levar o filho de 11 anos ao cinema para assistir à comédia "Ted", Protógenes disse em sua conta no Twitter que acionará "os meios legais a fim de impedir que o lixo do filme infanto-juvenil 'Ted' seja exibido nacionalmente e apurar responsabilidades". O filme tem classificação indicativa de 16 anos.

"O filme 'Ted' não está apropriado para nenhuma faixa etária. Incentivar o consumo de drogas é crime, usando ainda ícones infantis", escreveu o deputado na rede social.

Reprodução
Boneco de Ted em cinema do país

Ao iG , Davi Pires, diretor-adjunto do departamento de justiça, classificação, títulos e qualificação do ministério disse que "a censura não pode ser feita, não existe isso na legislação". "O que pode haver é um pedido de reconsideração da classificação indicativa."

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Mas mesmo a alteração na classificação indicativa não deve ocorrer: "Nos parece que a classificação atual está de acordo com os padrões", disse Pires.

Dirigido pelo criador da série animada "Uma Família da Pesada", Seth MacFarlane, "Ted" retrata a amizade entre um ursinho de pelúcia e seu dono, desde a infância até a idade adulta, momento em que o boneco faz uso de drogas e se envolve com garotas de programa.

Leia também: Ursinho de pelúcia drogado e louco por sexo é a estrela de "Ted"

Em cartaz no Brasil desde a última sexta (21), a comédia, que tem censura 16 anos, já arrecadou mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 800 milhões) no mundo, o que garantiu uma sequência.

Em nota, a Universal Pictures, distribuidora de "Ted" no Brasil, afirma que seguiu o "procedimento legal" para obtenção da classificação indicativa. "Submetido a apreciação do Ministério da Justiça, o filme foi considerado inadequado para menores de 16 anos por abordagem de drogas, conteúdo sexual e linguagem imprópria”, diz o comunicado.

A calssificação indicativa não significa proibição. ´”É uma ferramente de informação que se dá aos pais. E os pais decidem se deixam ou não a criança assistir no cinema.”

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