Com estreias de Penélope Cruz e Bardem, Espanha brilha no Festival de Toronto

Atriz está em "Twice Born", enquanto o ator produz o documentário "Hijos de las Nubes"

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Cena de 'Twice Born'

Para completar uma das edições mais espanholas dos últimos anos do Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), estrearam nesta quinta-feira (dia 13) os filmes "Twice Born", co-produção hispânico-italiana com Penélope Cruz, e o documentário "Hijos de las Nubes", de Javier Bardem.

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"Twice Born", dirigido pelo ator e diretor italiano Sergio Castellito e baseado em uma romance de sua mulher, a autora Margaret Mazzantini, conta ainda em seu elenco com o norte-americano Emile Hirsch, o bósnio Adnan Haskovic, a turca Saadet Aksoy e o italiano Pietro Castellito.

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A ação do filme se alterna entre o ataque à cidade bósnia de Sarajevo na década de 1990 e o tempo presente para narrar a história de Gemma (Penélope Cruz), uma italiana que na Sarajevo de antes da guerra conhece um fotógrafo norte-americano, Diego (Emile Hirsch). O casal se apaixona, mas a impossibilidade de ter filhos lhes conduz outra vez a Sarajevo, desta vez no meio da selvagem guerra civil que assolou as antigas repúblicas iugoslavas no final do século 20.

Hoje, Penélope Cruz admitiu que sentiu a necessidade de representar Gemma e que o fato de ter se tornado mãe a fez entender de forma mais profunda a personagem criada por Mazzantini. "Li o livro dois anos antes de começar o filme e dois anos antes de ser mãe. Realmente me conectei com ela e entendi essa mulher, embora nunca tenha estado na situação na qual ela se encontrava. Mas me conectei a um nível em que não podia parar de pensar nela. Era uma necessidade representá-la."

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Cena do documentário 'Hijos de las Nubes'

O documentário "Hijos de las Nubes" é outro filme de conflito, desta vez o do Saara Ocidental e dos refugiados saaráuis, que vivem no coração do deserto em terra de ninguém e sem país. Durante entrevista à agência Efe, Bardem reconheceu hoje que o documentário, que foi dirigido por Álvaro Longoria e produzido pelo próprio ator, está permitindo a muita gente fora da Espanha descobrir a situação dos refugiados saaráuis.

"A reação das pessoas que veem o filme fora da Espanha é boa. Na maioria dos casos, as pessoas não conhecem o assunto e o recebem com certa surpresa", comentou o ator.

Por sua parte, Longoria, que durante anos foi um dos mais reconhecidos produtores da Espanha e estreia agora como diretor, destacou que "queríamos que o filme fosse para todos. Para quem conhece e para quem não conhece". "Porém, no processo de fazer o filme nos demos conta que nós mesmos não conhecíamos a complexidade do conflito. E queríamos contá-lo para que todo o mundo o conhecesse", concluiu.

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