Bruno Gagliasso estreia no cinema com thriller de suspense psicológico

Ao lado de Regiane Alves, ator protagoniza “Isolados”, do diretor Tomas Portella, previsto para entrar em cartaz no segundo semestre de 2013

Luisa Girão iG Rio de Janeiro |

Em uma casa sombria na Região Serrana do Rio de Janeiro, Bruno Gagliasso caminha entre a loucura e a realidade no papel do psiquiatra Lauro. Olhar vidrado, aparentemente aterrorizado, o ator tenta resistir à sedução da personagem de Regiane Alves, uma insegura artista plástica que até há pouco acreditava estar morta.

O clima intenso descrito acima está em “Isolados”, primeiro filme de Gagliasso e thriller de suspense psicológico. “Sempre quis começar no cinema com uma coisa visceral, que sentisse tesão em fazer. Gosto de personagens que me tirem da zona de conforto”, explicou o ator ao iG, durante visita ao set do longa-metragem, em Petrópolis, na última quinta-feira (6).

Com previsão de estreia para o segundo semestre de 2013, “Isolados”, de Tomas Portella, se passa no refúgio de férias do protagonista e de sua namorada Renata (Regiane Alves), uma insegura artista plástica que sofre de síndrome de Cotard, uma doença mental em que a pessoa pode acreditar que já está morta. Com o relacionamento abalado, o casal decide alugar uma casa para descansar. Lá, Lauro ouve boatos sobre ataques violentos que vêm acontecendo na região, mas esconde o fato de Renata por ela ser muito sensível e se impressionar facilmente.

O perigo, no entanto, começa a ficar cada vez mais próximo e o isolamento do casal torna a situação insustentável, numa trama repleta de suspense inspirada em sucessos do cinema internacional, como “A Ilha do Medo” e “O sexto sentido”. “Pode soar estranho em um filme de suspense não ter personagens gritando ‘Help’ e falando português. Mas queremos que o estranhamento pare por aí. Todo o resto é inspirado na estética internacional”, disse o diretor. “Estamos tentando fugir daquele clichê do suspense de, por exemplo, acontecer um barulho lá fora e a mulher ir ver o que é. No nosso filme, não tem isso. Acontece um barulho, ela pega a faca e tranca a porta”, acrescentou Portela.

Dan Behr/ Divulgação
Bruno Gagliasso e Regiane Alves

Assim como na ficção, Bruno e Regiane também têm passado por situações nada confortáveis na vida real. Desde que leu o roteiro, a atriz tem tido pesadelos constantes, enquanto ele está tendo dificuldades para dormir. “Ontem sonhei que estava perdida em uma floresta e ninguém me resgatava. Quando li o roteiro, fiquei com medo de aceitar o papel. É muito diferente de mim. Sou muito positiva, enquanto minha personagem acha que está morta”, explicou Regiane.

Inversão de papéis

Durante o filme, os personagens de Bruno e Regiane atingem extremos. Enquanto Lauro é um psiquiatra controlador, Regiane é uma mulher fragilizada. Quando eles se veem em perigo real, Lauro se descontrola e Renata volta a sentir vontade de viver e se torna extremamente sedutora - em uma sequência que não pôde ser acompanhada pela reportagem, os atores estavam gravando nus e foi possível ouvir seus gemidos. Aparentemente, não de medo e, sim, de prazer.

Dan Behr/ Divulgação
Bruno Gagliasso em cena no filme "Isolados"

Para o diretor Tomas Portella, o filme vai marcar a estreia da produção do gênero de suspense no país. “Há 15 anos, em uma locadora de vídeo a gente achava ação, comédia, drama e brasileiro. Brasileiro era um gênero. Tenho muita convicção de que a gente está sendo pioneiro e que vem um monte de gente depois. Há mercado consumidor”, completa.

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