Animação "ParaNorman" se divide entre suspense, comédia e drama

Produção conta a história de um menino paranormal que precisa impedir uma invasão de zumbis

Guss de Lucca - iG São Paulo |

"ParaNorman", segundo longa de animação do estúdio Laika, o mesmo de "Coraline e o Mundo Secreto" (2009), mantém-se fiel ao formato stop-motion, em que os personagens e os cenários são construídos e fotografados quadro a quadro.

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Assim como em "Coraline", a história coloca um adolescente em contato com o sobrenatural - aqui, o jovem Norman Babcock. Incompreendido por todos que o cercam, desde a sua família até os colegas de escola, Norman encontra refúgio em filmes de zumbis e em sua habilidade de conversar com fantasmas, em especial o de sua avó.

Não custa muito para que o menino descubra que seu dom vem acompanhado de uma missão importante: impedir que uma maldição, lançada por uma bruxa no século 18, faça com que um grupo de zumbis desperte. O problema é que a tarefa, passada a ele por seu tio maluco, fica incompleta, o que coloca tudo a perder.

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"ParaNorman" pode ser dividido em três atos distintos. No início, a animação segue como um suspense, mostrando a inadequação de Norman e a revelação de sua missão. Com a chegada dos zumbis o filme se transforma numa comédia de ação, que é sem dúvida seu melhor momento. Ao fim, o roteiro se rende para o drama e enfraquece.

Apesar disso, durante toda a projeção é possível surpreender-se com o visual desenvolvido pela Laika, que não deve em nada para qualquer animação feita exclusivamente por computadores. Detalhes como a iluminação sobre os bonecos e os cenários mostram que o stop-motion, técnica que fez fama nos anos 1960, ainda tem muito a oferecer.

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